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Petroquímica

- Publicada em 03h00min, 03/07/2020.

Reciclagem de plástico tem aumento no Brasil

Plásticos de uso doméstico são maioria nas recicladoras

Plásticos de uso doméstico são maioria nas recicladoras


/MARCO QUINTANA/arquivo/JC
Jefferson Klein
Considerada uma ação ambientalmente correta e de geração de renda, a reciclagem de produtos plásticos está ganhando cada vez mais espaço no cenário nacional. Em 2018, foram recicladas 757 mil toneladas de plástico pós-consumo, enquanto dois anos antes disso o volume registrado foi de 550 mil toneladas, um incremento de 37%. O dado consta em estudo realizado pela consultoria MaxiQuim e encomendado pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), parceria da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e Braskem.
Considerada uma ação ambientalmente correta e de geração de renda, a reciclagem de produtos plásticos está ganhando cada vez mais espaço no cenário nacional. Em 2018, foram recicladas 757 mil toneladas de plástico pós-consumo, enquanto dois anos antes disso o volume registrado foi de 550 mil toneladas, um incremento de 37%. O dado consta em estudo realizado pela consultoria MaxiQuim e encomendado pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), parceria da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e Braskem.
O ponto de partida do trabalho foi um mapeamento das indústrias de reciclagem mecânica de plásticos. Foram encontradas 716 empresas em operação, sendo que a maioria da recicladoras (88,54%) encontra-se nas regiões Sul e Sudeste do País. Ainda conforme o levantamento, em 2018, o faturamento bruto da indústria da reciclagem foi de R$ 2,4 bilhões, com a geração de 18,6 mil empregos e capacidade instalada de reciclagem de 1,8 milhão de toneladas de plásticos ao ano.
O estudo feito pela MaxiQuim aponta que cerca de 3,4 milhões de toneladas de resíduo plástico pós-consumo foram geradas, sendo que 991 mil toneladas tiveram como destino a coleta seletiva, as cooperativas, os centros de triagem ou os sucateiros. Desse volume, 234 mil toneladas ainda se perderam no processo de reciclagem e acabaram tendo como destino os aterros, ou seja, o total de resíduos plásticos pós-consumo reciclados mecanicamente há dois anos foi de 757 mil toneladas. O diretor de química sustentável e reciclagem da MaxiQuim, Maurício Jaroski, explica que as perdas são ocasionadas por fatores como materiais sujos, que não podem seguir para reciclagem, a mistura de resíduos e também a lavagem desses rejeitos.
O integrante da MaxiQuim destaca que a tendência é de que a reciclagem continue crescendo no País, tanto por motivações ambientais como econômicas e também em virtude da política nacional de resíduos sólidos e a profissionalização dos recicladores. No entanto, essa cadeia, frisa Jaroski, em 2020 será impactada pela situação do coronavírus. "Afetou nas duas pontas, na venda e na compra", enfatiza. Ele argumenta que, por um lado, a população está consumindo menos, o que gera menor demanda de produtos, inclusive o reciclado, e com isso também proporciona menos volume de itens descartados e matéria-prima para a reciclagem. Além disso, a coleta dos resíduos foi dificultada pela questão do vírus. O diretor da MaxiQuim salienta que, neste momento, é complexo mensurar em volumes o tamanho desse impacto.
De acordo com a pesquisa da consultoria, levando em conta os dados de 2018, a maioria do plástico reciclado tem origem no uso doméstico (54,3%). O restante se divide entre pós-consumo não-doméstico (17,3%) e resíduo pós-industrial (28,4%). A matéria-prima chegou aos recicladores por meio das próprias indústrias plásticas, pelos sucateiros, pelos beneficiadores, cooperativas, empresas de gestão de resíduos, catadores e direto da fonte geradora. O plástico reciclado é utilizado por segmentos da economia como higiene pessoal e limpeza doméstica, construção civil, indústria de bebidas, vestuário e têxtil, entre outros.
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