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Varejo

- Publicada em 10h04min, 15/06/2020. Atualizada em 10h37min, 15/06/2020.

Setor de hospedagem e alimentação mostra apoio às novas medidas de restrição em Porto Alegre

Prefeitura da capital prepara novo decreto sobre o funcionamento de alguns setores

Prefeitura da capital prepara novo decreto sobre o funcionamento de alguns setores


MARCO QUINTANA/JC
O Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) se posicionou nesta segunda-feira (15) a favor do novo decreto municipal com restrições em atividades econômicas em Porto Alegre para conter a disseminação do novo coronavírus. O setor da gastronomia avalia as decisões do Executivo municipal como uma forma possível de conviver entre a economia e a saúde.
O Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) se posicionou nesta segunda-feira (15) a favor do novo decreto municipal com restrições em atividades econômicas em Porto Alegre para conter a disseminação do novo coronavírus. O setor da gastronomia avalia as decisões do Executivo municipal como uma forma possível de conviver entre a economia e a saúde.
O presidente do Sindha, Henry Chmelnitsky admite que o segmento não gostaria de ter que dar um passo atrás nas liberações, "mas dentro do que estava proposto na coletiva de imprensa de sexta-feira (12), e em comparação ao que temos agora, é um quadro bem melhor". Ele se refere à decisão do prefeito Nelson Marchezan Jr. de flexibilizar as novas restrições ao comércio de Porto Alegre que haviam sido divulgadas no final da semana passada.
O novo decreto, que deve entrar em vigor nesta terça-feira (16) indica um cenário menos traumático, de acordo com Chmelnitsky, mas não quer dizer que seja o ideal. Avaliando as decisões do prefeito, o setor se diz, neste momento, satisfeito com estas definições. "É preciso olhar para o quadro da saúde com responsabilidade", afirmou Chmelnitsky.
Para a sobrevivência da gastronomia na cidade, levando também em conta os cuidados com a saúde e colaboração para diminuir a curva de contaminação, a entidade propõe medidas "realistas, focadas, aplicáveis e supervisionadas". "Temos uma preocupação muito séria com os impactos deste efeito de 'abre e fecha' das operações que pode vir a ocorrer. A empregabilidade nas empresas é diretamente afetada. No entanto, é claro que queremos operar com responsabilidade", completa o presidente.
A presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RS (Abrasel/RS), Maria Fernanda Tartoni, faz um balanço positivo da conversa com o Executivo, mas acredita que ainda há pontos importantes para serem debatidos como forma de assegurar o funcionamento do setor a longo prazo. 
“Conseguimos manter a operação dos restaurantes dentro dos Shopping Centers com as mesmas regras definidas para os estabelecimentos de rua. Para este primeiro momento, é uma boa alternativa, é mais justa e igualitária. Mas precisamos pensar em questões a longo prazo e com cautela, pois é vital para o setor manter as operações funcionando”, comenta Maria Fernanda, que também demonstra receio com os próximas restrições municipais: “Nossa maior preocupação é que com mais uma ordem restritiva de operações, muitos restaurantes e bares não suportem e fechem as portas em definitivo. Nós não queremos que isso aconteça”, disse a dirigente.
A Abrasel no RS aguarda a publicação do decreto para colocar em prática as diretrizes junto aos associados e afirma que o setor está seguindo todas as recomendações estipuladas pelos órgãos competentes na garantia de evitar aglomerações, proteger e dar segurança aos funcionários e clientes. “Se for necessário iremos adaptar novamente as operações e estruturar novas alternativas para manter o setor ativo”, finaliza Maria Fernanda.
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