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Patrimônio

- Publicada em 15h42min, 05/06/2020. Atualizada em 15h34min, 07/06/2020.

'Interesses estão acima de permissionários e concessionário', diz Marchezan sobre futuro do Mercado Público

Marchezan também reforçou que atos de campanhas eleitorais não podem ocorrer no Mercado

Marchezan também reforçou que atos de campanhas eleitorais não podem ocorrer no Mercado


FACEBOOK/REPRODUÇÃO/JC
Patrícia Comunello
Ao lançar o edital da concessão do Mercado Público de Porto Alegre, o prefeito Nelson Marchezan Júnior disse que o momento é adequado para buscar investimentos e defendeu que "os interesses estão acima de permissionários e concessionários". O edital foi publicado nesta sexta-feira (5) e prevê abertura das proposta em 31 de julho, com expectativa de assinar a transferência até o fim do ano. A concessão será por 25 anos.
Ao lançar o edital da concessão do Mercado Público de Porto Alegre, o prefeito Nelson Marchezan Júnior disse que o momento é adequado para buscar investimentos e defendeu que "os interesses estão acima de permissionários e concessionários". O edital foi publicado nesta sexta-feira (5) e prevê abertura das proposta em 31 de julho, com expectativa de assinar a transferência até o fim do ano. A concessão será por 25 anos.
"A concessão não é para uma gestão, nem para o concessionário. O interesse é púbico para a cidade de Porto Alegre", garantiu o prefeito. Segundo o prefeito, a meta é qualificar o espaço "lindo e referência de comércio e turismo" no Centro. Marchezan assegurou que o modelo de concessão vai gerar maior volume de investimentos.
Ao dirigir a videoconferência na manhã desta sexta-feira na página da prefeitura no Facebook, o prefeito também explicou a ausência de representantes da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), que é formada pelos mais de cem atuais permissionários. Na transmissão, estavam dirigentes do Sindilojas, CDL-POA e Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA)
Marchezan disse que decidiu não convidar a Ascomepc porque a entidade "tem interesses financeiros e privados" na concessão. "Assim como eventuais interessados em vencer a concessão também não foram convidados. Chamamos representantes das estruturas da sociedade", justificou o gestor. 
A presidente da Ascomepc, Adriana Kauer, lamentou que nenhum representante da entidade tenha sido convidado, devido ao trabalho que a associação realiza e pela atuação no complexo. "Ficamos sentidos. Temos interesse no mercado tanto quanto qualquer um dos representantes que estavam na transmissão", reagiu Adriana.
A associação tem hoje parceria com a prefeitura para fazer as reformas e demais manutenção, a partir dos valores pagos pelos permissionários. No processo de elaboração de audiências públicas e do edital, a associação manifestou que poderá ter integrantes ao lado de eventuais investidores para disputar a concessão.
O secretário municipal de Parcerias Estratégicas, Thiago Ribeiro, esclareceu depois que a associação não pode disputar a cessão porque não tem fins lucrativos. "Mas os integrantes podem se associar com algum consórcio, portanto tem todo o potencial de entrar e participar da licitação", pontuou Ribeiro. 
Na concessão, ficou definido que somente manifestações religiosas, ligadas a religiões e cultos afrodescendentes, que já têm no local o assentamento Bará, e de caráter cultural. Caminhadas e outras ações com perfil político e partidário estariam restritos. Este tópico foi questionado e gerou críticas durante as audiências públicas. ]
O prefeito citou que o Mercado Público é um espaço público, por isso campanhas eleitorais estão vedadas pela legislação da área. "São os limites legais. Hoje não pode e não vai poder", reforça.
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