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Desenvolvimento

- Publicada em 00h53min, 26/05/2020.

Fórum debate medidas contra colapso de empresas

Encontro on-line foi promovido pela Assembleia Legislativa

Encontro on-line foi promovido pela Assembleia Legislativa


/JOEL VARGAS/AGÊNCIA ALRS/JC
Adriana Lampert
O debate em torno da Reforma Administrativa ganhou destaque na pauta da 10ª reunião do Fórum de Combate ao Colapso Social e Econômico do Rio Grande do Sul promovido pela Assembleia Legislativa (AL). Reunidos de forma on-line, deputados, prefeitos de diversos municípios gaúchos e dirigentes de entidades privadas defenderam a ideia durante o evento, que teve como foco principal o tema "competitividade em tempos de pandemia" (de Covid-19).
O debate em torno da Reforma Administrativa ganhou destaque na pauta da 10ª reunião do Fórum de Combate ao Colapso Social e Econômico do Rio Grande do Sul promovido pela Assembleia Legislativa (AL). Reunidos de forma on-line, deputados, prefeitos de diversos municípios gaúchos e dirigentes de entidades privadas defenderam a ideia durante o evento, que teve como foco principal o tema "competitividade em tempos de pandemia" (de Covid-19).
"A política adotada pelo governador Eduardo leite é ótima, e já salvamos muitas vidas. Mas agora precisamos salvar as empresas e os empregos", destacou a presidente da Federasul, Simone Leite. Ao frisar que a busca por competitividade se tornou ainda mais relevante frente ao impacto do novo coronavírus na economia gaúcha, o deputado federal Giovani Cherini apresentou números que comprovam a "baixa incidência" de Covid-19 no Estado e em Porto Alegre.
Em seguida, Cherini emendou que "agora" a "tarefa é fazer um grande pacto no Estado, que inclua uma questão importante para enfrentar: a reforma administrativa, capaz de reduzir o custo da máquina pública em 30% a 40%". "Temos que discutir também a estabilidade de emprego (do funcionalismo público), nem que seja daqui por diante", completou o deputado.
Ao apresentar o trabalho desenvolvido pelo CLP - Liderança Pública (que se tornou parceiro do governo e agora da Assembleia Legislativa na busca por soluções na esfera pública), o diretor de Operações Tadeu Barros pontuou que a educação (de gestores) é o pilar essencial para o alcance de resultados na atuação dos governos. Ele anunciou que hoje (terça) será lançada uma plataforma para nortear gestores públicos na retomada da economia em meio à pandemia, com boas práticas. Os técnicos do CLP apresentaram dados de ranking dos estados brasileiros, que apontam - entre outras questões - o Rio Grande do Sul com "grande potencial para novos mercados", mas, na contramão, com baixo atrativo para investimentos.
"Promover o bem estar social é um dever da gestão pública, e isso passa por olhar para a atividade econômica", sinalizou Nascimento. "Governos melhores sucedidos têm a economia saudável, tanto na prestação de serviços como na evolução das empresas privadas." Ao ponderar que o trabalho do CLP tem "um olhar mais focado em questões sociais", o gerente de Competitividade revelou que esta missão tem como "objetivo transformar o ambiente de negócios dos estados". Ele ainda destacou que a Assembleia Legislativa gaúcha é a primeira a realizar uma parceria com o CLP para usar dados e evidências na tomada de decisões para novas políticas públicas no Estado.
Simone Leite ainda elogiou o protagonismo do presidente da AL, deputado Ernani Polo, na iniciativa de debater políticas públicas durante a pandemia, incluindo a análise de dados estratégicos reunidos pela CLP - Liderança Pública.
Polo destacou que, diante da crise do coronavírus, foi necessário ajustar sua gestão inicial no comando da Assembleia Legislativa. Segundo o deputado, um dos focos do mandato é incentivar a competitividade como forma de impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Privatizações podem fazer frente ao endividamento

O gerente de Competitividade do CLP, José Henrique Nascimento, também opinou a favor da redução de despesas da máquina pública "tendo em vista o alto endividamento, e queda de arrecadação". Neste sentido, defendeu que continuem ocorrendo privatizações e incentivou a discussão em prol de uma reforma administrativa no Estado.
"Para ampliar a arrecadação e diminuir os gastos públicos ainda é necessário o fomento à inovação e tecnologia, além de acompanhamento de dados e informações, que seja feito de forma continua, transparente, envolvendo os setores empresarial, produtivo e o de poderes".
O incentivo à produtividade e as oportunidades de desburocratização também são iniciativas que podem surtir efeitos se forem bem utilizadas, destacou o gestor.
"Discutir competitividade em tempos de corona vírus requer olhar para além da saúde e da economia, focando na segurança pública e questões fiscais por exemplo", atentou Nascimento. Ele aproveitou para destacara a estimativa de perda de arrecadação de ICMS (em torno de 30%) no Estado, ou R$ 5.3 bilhões a menos em arrecadação.
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