Porto Alegre, domingo, 19 de julho de 2020.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 19 de julho de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

pandemia

- Publicada em 12h32min, 21/05/2020. Alterada em 19h06min, 21/05/2020.

Churrascaria e clientes são criticados por aglomeração após retomada em Porto Alegre

O Barranco disse que retomou as atividades com restrições após decreto da prefeitura

O Barranco disse que retomou as atividades com restrições após decreto da prefeitura


GILMAR LUÍS/ARQUIVO/JC
Bruna Oliveira
Bares e restaurantes que estavam fechados há dois meses em Porto Alegre retomaram as atividades nessa quarta-feira, após decreto da prefeitura que liberou parte das atividades. A reabertura, no entanto, gerou polêmica. Clientes e estabelecimentos foram alvos de críticas nas redes sociais porque não estariam cumprindo as regras de proteção e distanciamento em meio à pandemia do novo coronavírus.
Bares e restaurantes que estavam fechados há dois meses em Porto Alegre retomaram as atividades nessa quarta-feira, após decreto da prefeitura que liberou parte das atividades. A reabertura, no entanto, gerou polêmica. Clientes e estabelecimentos foram alvos de críticas nas redes sociais porque não estariam cumprindo as regras de proteção e distanciamento em meio à pandemia do novo coronavírus.
Uma das fotos que circula pela internet mostra a área externa da Churrascaria Barranco, restaurante tradicional de Porto Alegre, com aglomeração de pessoas. "Daqui 15 dias, hospitais lotados, enterro coletivo em valas comuns... Porto Alegre, decreto do Marchezan!", critica uma postagem no Facebook. "Falamos da Orla no Domingo, mas observem como ficou o Barranco no primeiro dia de flexibilização. Gente faminta por um corona", dizia outra. Vídeos compartilhados no Whatsapp também mostram o espaço cheio.
{'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2020/05/21/206x137/1_99127627_10207711409660094_8088346411134877696_o-9061145.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5ec696c1e33ce', 'cd_midia':9061145, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2020/05/21/99127627_10207711409660094_8088346411134877696_o-9061145.jpg', 'ds_midia': 'Aglomeração de pessoas na Churrascaria Barranco gerou polêmica nas redes sociais', 'ds_midia_credi': 'REPRODUÇÃO/FACEBOOCK /JC', 'ds_midia_titlo': 'Aglomeração de pessoas na Churrascaria Barranco gerou polêmica nas redes sociais', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '718', 'cd_midia_h': '800', 'align': 'Left'}
Foto no Barranco gerou críticas ao estabelecimento e aos frequentadores. Reprodução/Facebook/JC
O proprietário do Barranco, Chico Tasca, confirma que o local reabriu ontem, mas diz que a foto "foi tirada de maldade". Segundo Tasca, a mesa cheia era um aniversário de dez pessoas, que tiraram a máscara para comer. "A imagem não mostra que atrás deles havia outra mesa vazia, respeitando o distanciamento linear de dois metros", defende-se. "Não posso brigar com o cara que não acha que todo mundo tem que ficar em casa", disse.
O local foi denunciado pelo ocorrido e passou por fiscalização da prefeitura da Capital já na manhã desta quinta-feira. Segundo o proprietário, a equipe verificou o distanciamento entre as mesas e os demais protocolos de segurança adotados, e não foram encontradas irregularidades.
O estabelecimento garante que todos os funcionários estão usando proteção no rosto e trabalhando em rodízio por escala, reduzindo a operação em 55%, "até mais do que o decreto exige", disse Tasca. Os trabalhadores também passam por aferição de febre ao iniciarem as atividades. Um vídeo publicado pelo Barranco nas redes sociais mostra os cuidados adotados para a reabertura:
Outros estabelecimentos do bairro Cidade Baixa também foram criticados pelo retorno. As críticas nas postagens se dirigem também aos frequentadores desses locais, por não estarem usando máscaras e respeitando os distanciamentos recomendados pelos órgãos de saúde pública. 
Contrários à reabertura considerada por muitos ainda precoce, um movimento tem se espalhado entre bares e cafeterias da Capital para postergar o retorno às atividades. Diversos negócios optaram por permanecerem de portas fechadas em meio aos riscos ainda grandes de contaminação pelo novo coronavírus. São locais que mantêm operações de entrega e retirada, mas não abrem para o público. 
Comentários CORRIGIR TEXTO