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Indústria

19/05/2020 - 13h42min. Alterada em 19/05 às 13h48min

Via Uno demite mais de 500 trabalhadores em Santo Antônio da Patrulha

Setor calçadista passa pelo agravamento no número de demissões no Estado

Setor calçadista passa pelo agravamento no número de demissões no Estado


VIA UNO/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Com vendas afetadas pela pandemia - no mercado interno, mais recentemente, e nas exportações, desde fevereiro - o setor calçadista passa pelo agravamento no número de demissões no Estado. Nesta terça-feira (19), a crise se abateu novamente sobre Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte. A semana na cidade começou com a demissão de 535 funcionários RR Shoes, que opera na cidade como Via Uno.
Com vendas afetadas pela pandemia - no mercado interno, mais recentemente, e nas exportações, desde fevereiro - o setor calçadista passa pelo agravamento no número de demissões no Estado. Nesta terça-feira (19), a crise se abateu novamente sobre Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte. A semana na cidade começou com a demissão de 535 funcionários RR Shoes, que opera na cidade como Via Uno.
Os desligamentos se somam a outros mais de 400 na Picadilly, de acordo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Calçado e do Vestuário do Litoral Norte. As demissões também já ocorreram em outras cidades, em diferentes regiões, como Dois Irmãos, Picada Café e Osório, pelo menos. A situação atual será tema de encontro estadual da federação que reúne os trabalhadores do setor, onde a entidade fará um levantamento das demissões em 23 sindicatos, na próxima sexta-feira. Os impactos da pandemia do novo coronavírus na produção de calçados podem fazer com que a produção do setor caia até 30% em 2020, de acordo com estimativa divulgada na última semana pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
Além dos empregos diretos, se avolumam também as demissões e fechamento de ateliers que atendem essas indústrias. O problema, destaca o presidente do sindicato do Litoral Norte, Celso Inácio da Silva, vem se agravando em todo o Estado, dia a dia.
“Santo Antônio tem cerca de 2,5 mil trabalhadores ligados ao setor, e em torno de 1,5 mil estão agora sem trabalho. Com toda essa pandemia, quem está comprando sapato? As encomendas, das lojas no Brasil e para os Estados Unidos e Argentina, estão paradas”, lamenta Silva.
A expectativa do sindicato é que até ao final dos cinco meses de auxílio-desemprego a situação esteja melhor e as empresas comecem a recontratar ao menos uma parte dos demitidos. O cenário é de apreensão em todo o setor, alerta Sandro Fagundes, membro do conselho fiscal da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado e do Vestuário do Rio Grande do Sul.
“Onde ainda não houve demissões, já ocorreu redução de jornadas e salários. Mas isso vale por 90 dias, no máximo. O problema é como ficará depois deste prazo”, antecipa Fagundes.
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