Porto Alegre, quarta-feira, 20 de maio de 2020.

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Serviços

Notícia da edição impressa de 20/05/2020. Alterada em 19/05 às 22h33min

Salões têm baixa procura após aval para reabertura

Pressão da concorrência no entorno motivou a volta, diz Grazziotin

Pressão da concorrência no entorno motivou a volta, diz Grazziotin


/MARCO QUINTANA/JC
Eduardo Lesina
Restrições de funcionamento, equipes reduzidas e foco na higienização do ambiente fazem parte do novo cenário para salões de beleza e barbearias devido ao período de isolamento social. Com menos pessoas saindo às ruas, negócios como esses buscam enfrentar a queda no movimento e apresentam alternativas para se manterem ativos.
Restrições de funcionamento, equipes reduzidas e foco na higienização do ambiente fazem parte do novo cenário para salões de beleza e barbearias devido ao período de isolamento social. Com menos pessoas saindo às ruas, negócios como esses buscam enfrentar a queda no movimento e apresentam alternativas para se manterem ativos.
No comparativo com fevereiro deste ano, o mês de março apresentou uma queda de 6,9% no setor de serviços, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segmento de serviços prestados a famílias, que engloba salões de beleza e barbearias, teve um recuo expressivo de 31,2%.
Através do protocolo de distanciamento social acionado pelo governo estadual, os salões de beleza e as barbearias têm sua abertura permitida, atendendo às recomendações sobre a higienização do espaço. No Estado, mais da metade dos municípios já teve seus estabelecimentos como salões de beleza e barbearias reabertos, segundo Marcelo Chiodo, presidente do Sindicato de Salões de Barbeiros, Cabeleireiros, Institutos de Beleza e Similares no Rio Grande do Sul (Sinca-RS). Ainda assim, esses negócios enfrentam uma redução de até 70% no movimento, conforme o presidente.
Com duas sedes em Porto Alegre, uma no bairro Cidade Baixa e outra no bairro Moinhos de Vento, a barbearia Velho Tranquilo é um desses espaços que estão atuando com atividades reduzidas. "Tem muita gente que não quer sair ainda, por isso estamos trabalhando com 30% a 50% do que tínhamos anteriormente", explica o proprietário Matheus Grazziotin. Reabertos desde o dia 13 de abril, Grazziotin conta que não se sentia confortável em voltar às atividades, mas a pressão da concorrência determinou o retorno. "Em um cenário de perda econômica para todo mundo, com as restrições na quantidade de atendimento e a reabertura de outras barbearias no entorno, não tivemos como segurar."
O medo e a sensação de insegurança causados pela pandemia de Covid-19 é um dos componentes que mantêm os números do setor abaixo dos usuais. Na tentativa de tranquilizar o público sobre os cuidados tomados nos estabelecimentos, os salões têm utilizado as redes sociais para documentar o atendimento às medidas de segurança. Ainda assim, a manicure Isabel Cristina Silva, do Salão de Beleza Caprice, no bairro Menino Deus, conta que o esforço em retomar a clientela trava no receio das pessoas. "Estamos enviando mensagens para os clientes do salão com as orientações que temos seguido, mas as pessoas continuam com medo de sair de casa", relata.
Outro movimento para restabelecer as atividades do setor está na transformação do serviço a domicílio. Desenvolvido no Rio Grande do Sul, o aplicativo Ella, válido em todo o território nacional, oferece a conexão entre os empreendimentos de beleza e bem-estar com os clientes que desejam contar com os serviços na sua casa. "A diferença do aplicativo para outros serviços semelhantes está no vínculo com os salões e não com o trabalhador diretamente. A ideia é trazer mais credibilidade e segurança na hora de contratar um profissional que tenha essa referência", conta o presidente do Sinca-RS. Lançado no dia 8 de maio, a ferramenta faz parte da estratégia que o sindicato tem chamado de "plano B" para manter o segmento ativo mesmo durante a crise, levando às casas o serviço realizado dentro dos salões.
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