Porto Alegre, quinta-feira, 14 de maio de 2020.

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indústria

Alterada em 14/05 às 09h26min

Indústria gaúcha sente efeitos do coronavírus e despenca 20,1% em março

Queda no RS foi a segunda mais intensa do País e o dobro da média nacional

Queda no RS foi a segunda mais intensa do País e o dobro da média nacional


LUIZA PRADO/JC
A produção industrial do Rio Grande do Sul sentiu, em março, os primeiros reflexos da pandemia do novo coronavírus. O resultado foi uma queda expressiva de 20,1% ante fevereiro, o segundo maior tombo no País e o dobro da queda nacional. Frente a março de 2019, o recuo no Estado foi de 13,7%. Todos os locais pesquisados tiveram queda.
A produção industrial do Rio Grande do Sul sentiu, em março, os primeiros reflexos da pandemia do novo coronavírus. O resultado foi uma queda expressiva de 20,1% ante fevereiro, o segundo maior tombo no País e o dobro da queda nacional. Frente a março de 2019, o recuo no Estado foi de 13,7%. Todos os locais pesquisados tiveram queda.
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Junto com o Rio Grande do Sul, Ceará (-21,8%) e Santa Catarina (-17,9%) assinalaram as reduções mais acentuadas no mês e bem acima da média nacional (-9,1). Segundo o IBGE, desde o início da série histórica com 15 locais, esta é a primeira retração em todos os locais pesquisados. Os dados foram divulgados pelo instituto nesta quinta-feira (14).
Na comparação com março de 2019, os resultados negativos foram apurados em 11 dos 15 locais pesquisados. Santa Catarina (-15,6%), Espírito Santo (-14,2%), Rio Grande do Sul (-13,7%) e Ceará (-10,5%) novamente assinalaram os recuos mais intensos. A indústria nacional caiu 3,8% nesta comparação.
Fabricação de bebidas (-34,9), fabricação de móveis (-28,6%), fabricação de produtos de minerais não-metálicos (-28,4%) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,5) foram as atividades com as maiores quedas no Rio Grande do Sul na comparação com março de 2019.
No acumulado do ano, a indústria gaúcha anota recuo de -4,7%. 
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