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Economia

- Publicada em 12 de Maio de 2020 às 18:04

Vendas no varejo de móveis e colchões devem recuar cerca de 15%

Lojas de móveis e colchões estimam retorno lento e forte redução na produção

Lojas de móveis e colchões estimam retorno lento e forte redução na produção


CLAUDIO FACHEL/ARQUIVO/JC
Roberto Hunoff
O fechamento do comércio e as restrições impostas para controle do novo coronavírus devem repercutir negativamente ao longo de todo ano no consumo e na produção de móveis e colchões no Brasil. A situação atual e futura do mercado foi analisada por Marcelo Prado, diretor do IEMI- Inteligência de Mercado, durante o Promob Day, evento realizado anualmente pela Promob Software Solutions, de Caxias do Sul, nesta edição, pela primeira vez, no formato online.
O fechamento do comércio e as restrições impostas para controle do novo coronavírus devem repercutir negativamente ao longo de todo ano no consumo e na produção de móveis e colchões no Brasil. A situação atual e futura do mercado foi analisada por Marcelo Prado, diretor do IEMI- Inteligência de Mercado, durante o Promob Day, evento realizado anualmente pela Promob Software Solutions, de Caxias do Sul, nesta edição, pela primeira vez, no formato online.
Embora o cenário ainda seja de incertezas em relação ao fim das restrições, Prado estima que as vendas de móveis e colchões no varejo físico e online sofram perda de 14,7% na comparação com 2019. No cenário mais provável, oscilação entre 13% e 16,4%. “É uma mudança radical na tendência desse mercado, que apontava para um crescimento expressivo esse ano”, afirma.
As projeções para a produção de móveis e colchões no Brasil, partindo do mesmo cenário do varejo, apontam para um retorno mais lento e forte redução nos níveis de fabricação, mesmo após o fim do período de restrições. “No acumulado do ano, o cenário mais provável é de uma queda de 12,2% no volume de  peças, com variação de 8,8% a 15,7%”, acrescentou.
O IEMI também realizou uma pesquisa, em abril, encomendada pela Promob, que apontou que 81% dos entrevistados têm a intenção de comprar móveis ou colchões nas próximas semanas ou, no tardar, ainda neste ano, independentemente dos efeitos da pandemia. Foram ouvidos consumidores de vários estados, com mais de 25 anos, e pertencentes a todas as classes sociais. O trabalho ainda apontou que, mesmo com o impacto da pandemia, 47% dos consumidores afirmaram que se sentiriam motivados a comprar móveis ou colchões neste período, caso encontrassem descontos relevantes nos preços. No momento, o canal mais utilizado para se comunicar com as lojas têm sido os sites, totalizando 55%.
O meio online é a opção de 48% dos que pretendem comprar móveis e de 51% daqueles que investirão em colchões. No entanto, apenas 52% afirmaram ter recebido ofertas desses produtos pelo celular, após o fechamento das lojas físicas. Prado projeta que a inédita experiência dos consumidores em adquirir produtos sem as lojas convencionais à disposição tende a promover uma mudança de hábitos, o que poderá acelerar a expansão do consumo online. “Atualmente, no Brasil, esse formato ainda ocorre em proporções modestas, cerca de 3,5% do total das vendas no varejo”, ressaltou.
Dos consumidores ouvidos, 38% afirmaram que, quando a situação se normalizar, pretendem voltar a comprar esses produtos da mesma forma como sempre fizeram, ou seja, sem alterações nos hábitos de consumo. O restante acredita que seus hábitos serão modificados. Felipe Maciel, diretor de marketing e vendas da Promob, enfatiza que a pesquisa tem o objetivo de colaborar com o mercado moveleiro, a fim de compreender os impactos para facilitar o planejamento dos negócios durante e no período pós-pandemia. “O principal objetivo é entender como está se comportando o mercado e compartilhar esses conteúdos para que todos possamos sair mais fortes desta situação”, salienta.
Maciel aponta para a importância de as marcas não se desvincularem dos clientes, ou seja, manterem um constante e próximo trabalho. “Em momentos como este, verifica-se a relevância de contar com uma plataforma de CRM (sigla em inglês para Gestão de Relacionamento com o Cliente) eficaz com dados cadastrados e atualizados dos clientes. A pesquisa identificou que 48% dos entrevistados não receberam ofertas por celular, por exemplo, durante o fechamento das lojas”, aponta.
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