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- Publicada em 14h05min, 06/05/2020. Atualizada em 14h21min, 06/05/2020.

Queda da arrecadação de Porto Alegre deve ser de R$ 600 milhões no ano

Redução quanto aos impostos municipais é decorrência dos reflexos do coronavírus na economia

Redução quanto aos impostos municipais é decorrência dos reflexos do coronavírus na economia


FREDY VIEIRA/JC
Jefferson Klein
Os reflexos para os cofres públicos de Porto Alegre com a pandemia do coronavírus, como era de se esperar, serão terríveis. O prefeito Nelson Marchezan Júnior informa que a cidade teve uma diminuição de cerca de 30% na arrecadação com a pandemia. A projeção é que, apenas com impostos municipais, a capital gaúcha deva ter uma diminuição na entrada de recursos na ordem de R$ 600 milhões neste ano. Nos próximos dias, Marchezan adianta que deverão ser feitos os anúncios quanto aos cortes de gastos da prefeitura devido a essa perda de receita.
Os reflexos para os cofres públicos de Porto Alegre com a pandemia do coronavírus, como era de se esperar, serão terríveis. O prefeito Nelson Marchezan Júnior informa que a cidade teve uma diminuição de cerca de 30% na arrecadação com a pandemia. A projeção é que, apenas com impostos municipais, a capital gaúcha deva ter uma diminuição na entrada de recursos na ordem de R$ 600 milhões neste ano. Nos próximos dias, Marchezan adianta que deverão ser feitos os anúncios quanto aos cortes de gastos da prefeitura devido a essa perda de receita.
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Na manhã dessa quarta-feira (6), o dirigente detalhou a situação da cidade com a pandemia através de uma live no Facebook. Até o começo da transmissão, por volta das 11h40min, eram registrados 511 porto-alegrenses cujos testes deram positivos para o coronavírus, mais 333 pessoas aguardavam a confirmação do exame e o número de óbitos era de 17. O prefeito ainda destacou que eram 30 leitos de CTI ocupados por pacientes diagnosticados com a doença e mais 21 que tinham pessoas esperando os testes. Nas enfermarias, eram 31 camas com indivíduos infectados e 77 com suspeitos.
A respeito das finanças, Marchezan detalha que a receita com a arrecadação no setor de hotelaria caiu 90%, estacionamentos baixou 87% e nos serviços aeroportuários o revés foi de 83%. O dirigente salienta que a média tanto do aeroporto Salgado Filho como da rodoviária de Porto Alegre era de mais de 20 mil usuários por dia e reduziu, respectivamente, para 500 e 3 mil pessoas. Pelo lado positivo, Marchezan diz que nos últimos 20 dias houve uma estabilização da situação, sendo que até se registrou uma pequena diminuição da ocupação de leitos.
Esse cenário, segundo ele, fez com que, por questões econômicas e de saúde, se optasse por uma maior abertura de atividades de trabalho na capital gaúcha. A prioridade foi dada às operações de menor receita, por se acreditar ser mais prudente e justo. Com exceção de alguns ofícios vedados por decreto, foram autorizadas a abrir empresas com faturamento de até R$ 361 mil por ano. Sobre a preocupação com a área da saúde, Marchezan informa que em março deste ano as unidades básicas de saúde de Porto Alegre registraram uma demanda três vezes maior do que em anos passados em virtude de síndromes gripais ou questões respiratórias.
O prefeito argumenta que as pessoas precisam se conscientizar de lavar as mãos, usar álcool em gel e ficar em casa sempre que possível para evitar a contaminação, o que favorece a continuidade da abertura das atividades econômicas. “Para tentar chegar mais perto do que está sendo chamado de novo normal, porque o normal talvez demore muito para chegar, afinal o vírus vai continuar entre nós”, reforça. Ele prevê que até o final do ano será preciso mudar hábitos e buscar o distanciamento social.
Questionado sobre a situação da prática do futebol em Porto Alegre, Marchezan informou que os profissionais dessa área, contratados por clubes, foram liberados para fazer preparação física e técnica. “Isso não é a prática de futebol, não é jogar, que exige contato e aglomeração, isso ainda não está liberado”, enfatiza. Quanto à liberação ou não da orla do Guaíba, o prefeito argumenta que as pessoas vão para a rua por uma necessidade física e psicológica e não é um equívoco, se não fizerem em excesso e se prevenindo com as questões de higiene e de distanciamento. O dirigente acrescenta que a prefeitura teme que, se fechar essa área, o público pode se aglomerar em espaços menores.
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