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Empresas & Negócios

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reportagem especial

- Publicada em 03h00min, 11/05/2020. Alterada em 21h45min, 11/05/2020.

Triunfo: petroquímica mundial em solo gaúcho

Em 2019, polo foi responsável por uma arrecadação de cerca de R$ 1,1 bilhão de ICMS

Em 2019, polo foi responsável por uma arrecadação de cerca de R$ 1,1 bilhão de ICMS


/bitenka/braskem/divulgação/jc
Jefferson Klein
Com o início das operações na década de 1980, o polo de Triunfo completou um tripé, com os complexos de São Paulo e da Bahia, para dar sustentação à formação de uma cadeia petroquímica nacional. Daquela época para cá, os nomes das empresas que compõe o empreendimento já trocaram várias vezes, mas o que não mudou é sua relevância econômica e estratégica para o Rio Grande do Sul (no ano passado o polo foi responsável por uma arrecadação de cerca de R$ 1,1 bilhão de ICMS, conforme dados da Secretaria Estadual da Fazenda).
Com o início das operações na década de 1980, o polo de Triunfo completou um tripé, com os complexos de São Paulo e da Bahia, para dar sustentação à formação de uma cadeia petroquímica nacional. Daquela época para cá, os nomes das empresas que compõe o empreendimento já trocaram várias vezes, mas o que não mudou é sua relevância econômica e estratégica para o Rio Grande do Sul (no ano passado o polo foi responsável por uma arrecadação de cerca de R$ 1,1 bilhão de ICMS, conforme dados da Secretaria Estadual da Fazenda).
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Outro destaque são os constantes avanços na área de tecnologia, com a operação do centro de inovação da companhia Braskem no local, e a atividade de uma planta de eteno e polietileno verdes (que aproveita como matéria-prima o etanol da cana-de açúcar) do mesmo grupo.
A origem do complexo em Triunfo remete à década de 1970. Em 1973, atendendo ao pedido do então governador Euclides Triches, a Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Cientec) iniciou estudo preliminar sobre a viabilidade da implantação de um terceiro polo petroquímico brasileiro no Estado. O Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDE), órgão da presidência da República, decidiu pela implantação do polo no Rio Grande do Sul em 1975 e, em setembro de 1977, começaram as obras de construção da Companhia Petroquímica do Sul (Copesul), com os serviços de terraplenagem.
Se a grandiosidade do polo gaúcho era e é uma unanimidade, o mesmo não pode ser dito quanto à sua data de aniversário. Há quem considere o dia 22 de novembro de 1982, com a partida das unidades operacionais da então Copesul. Outros apontam a inauguração oficial, em 4 de fevereiro de 1983. Também tem quem considere o dia 5 de dezembro de 1982, com a especificação do eteno e a condição de fornecimento da matéria-prima, como o nascimento do complexo industrial. Para se entender a lógica do polo, é preciso compreender a cadeia petroquímica, que é dividida em três elos.
A chamada primeira geração é a que produz os petroquímicos básicos - como o eteno - a partir de matérias-primas como a nafta (no caso, o principal insumo utilizado pelo polo de Triunfo). Essas empresas são consideradas centrais petroquímicas e seus produtos alimentam a segunda geração, plantas que fabricam resinas como o polietileno e o polipropileno. Posteriormente, essas resinas são encaminhadas à terceira geração (também conhecida como transformadores), que produzem os itens finais, como filmes plásticos, embalagens, copos, garrafas, entre outros diversos produtos.
Esses artigos plásticos, feitos pelos transformadores, são utilizados por diversas cadeias produtivas, entre elas, a da construção civil, a automobilística, a eletroeletrônica, a de alimentos, a de higienização e a farmacêutica.
No Rio Grande do Sul, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abliplast) de 2018, eram cerca de 1,3 mil empresas de terceira geração, que propiciavam em torno de 28 mil empregos diretos.

Copesul, a empresa que liderou o crescimento

Empresa iniciou as atividades em fevereiro de 1983

Empresa iniciou as atividades em fevereiro de 1983


Banco imagens polo petroquímico/DIVULGAÇÃO/JC

Dentro desse panorama, a empresa que podia ser considerada a "mãe" do polo petroquímico era a Copesul, na sua origem, uma estatal controlada pela Petrobras. A criação da Companhia Petroquímica do Sul possibilitou que as unidades de segunda geração fossem instaladas no complexo de Triunfo. A central começou sua operação com uma capacidade de produção de até 450 mil toneladas ao ano de eteno (hoje, com a gestão do grupo Braskem, a unidade pode alcançar em torno de três vezes mais esse volume). Inicialmente, os consumidores do eteno oriundo da Copesul eram Polisul (formada por Ipiranga, Hoechst e Petroquisa), PPH (Olvebra, Hércules, Petroquisa), Poliolefinas (Unipar, Petroquisa, Nacional Destillers), Petroquímica Triunfo (Petroplastic, Petroaplub, Petroquisa, Atochem Chimie) e Petroflex (Petrobras, Uniopar). Atualmente, o polo é formado por Braskem, Arlanxeo, Oxiteno, Innova, White Martins e GS Inima, sendo que as quatro primeiras lidam diretamente com a produção petroquímica e as duas últimas, respectivamente, com gases industriais e com o sistema de captação e tratamento da água que abastece as empresas do polo.

O diretor da MaxiQuim Assessoria de Mercado, João Luiz Zuñeda, que é formado em Engenharia Química, antes de se tornar consultor do setor petroquímico, trabalhou no polo de Triunfo, ingressando no complexo em 1986. Ele lembra que, no começo da formação do setor petroquímico no Brasil e no Rio Grande do Sul, a presença estatal funcionou como alicerce para o segmento.

Além do controle da Copesul, a Petrobras participava do capital acionário de diversas companhias através da sua subsidiária Petroquisa. Zuñeda recorda que os polos petroquímicos de Triunfo e de Camaçari, na
Bahia, foram criados dentro de um planejamento de Estado, durante os governos militares. "O modelo determinava que era preciso ter uma indústria química no País, e, com o tempo, o próprio Estado chamou algumas empresas para participar dos empreendimentos", recorda. O diretor da MaxiQuim considera que a formação da petroquímica nacional foi um caminho "tortuoso, mas que deu certo".

Braskem se torna uma gigante mundial

Como a Copesul era a principal empresa do polo de Triunfo, a que fornecia os petroquímicos básicos que alimentavam o restante da cadeia, quem controlasse a empresa praticamente dominaria os rumos que o complexo tomaria. Por isso, a Copesul foi alvo de interesse de diversos grupos. Em 1992, ocorreu o leilão de privatização da central e o controle acionário ficou dividido entre Ipiranga e Odebrecht. Em 2007, a Braskem, que tinha sido criada cinco anos antes e tinha como seu principal acionista a baiana Odebrecht, adquire os 29,46% do capital que a gaúcha Ipiranga tinha da Copesul e toma o comando isolado da central petroquímica.
A operação não se resumiu apenas à Copesul ou às duas empresas sócias na central, sendo parte de uma das maiores movimentações negociais da história brasileira. Naquele ano, Petrobras, Ultra e Braskem uniram-se para adquirir o grupo Ipiranga pela soma de US$ 4 bilhões. Enquanto as duas primeiras companhias focaram-se nos ativos de combustíveis, a última assumiu a parte petroquímica. Com isso, além de conquistar o controle da Copesul, a Braskem ainda ficou com algumas plantas de segunda geração (produtoras de resinas) que a Ipiranga possuía em Triunfo. Essa ação seguia em linha com o impressionante crescimento da Braskem no cenário petroquímico. A empresa se formou em 2002 com a integração dos ativos petroquímicos dos grupos Odebrecht e Mariani (OPP, Trikem e Nitrocarbono).
Sobre os motivos que levaram a empresa a assumir o controle da central petroquímica do Sul, o diretor industrial da Braskem no Rio Grande do Sul, Nelzo Silva, lembra que a indústria desse setor é um negócio global, e, para conquistar competitividade e sobreviver nesse contexto, as escalas de produção e integração são fatores relevantes. Ele recorda que, antes da década de 1990, a indústria química e petroquímica era bastante fragmentada, com 16 empresas petroquímicas, com pouca escala e baixo nível de integração - isso gerava pouca capacidade de concorrer com grandes empresas com escala global, situadas especialmente nos Estados Unidos e na Ásia, com acesso a matérias-primas e logísticas competitivas. "Naquele momento, a Braskem se posicionou estrategicamente para promover a consolidação de vários desses ativos, entre eles, a Copesul, o que a tornou a petroquímica brasileira mais integrada e com escala mais adequada para enfrentar um mercado globalizado juntamente com seus clientes", frisa.
Conforme Silva, as maiores diferenças de atuação no polo petroquímico quando a Copesul passou a ser controlada pela Braskem foram uma maior integração entre a primeira e a segunda geração e a escala global de atuação. Hoje, as plantas industriais da Braskem no Polo Petroquímico de Triunfo fazem parte das 41 unidades industriais da empresa ao redor do mundo (Brasil, Estados Unidos, México e Alemanha) com receita líquida de R$ 52,3 bilhões (US$ 13,2 bilhões). A companhia exporta seus produtos para clientes em mais de 100 países. "Além de ser uma empresa com DNA inovador e dona de um completo portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros", ressalta o diretor.
No total, a Braskem possui, atualmente, seis unidades industriais no polo de Triunfo, incluindo uma central de matérias-primas (antiga Copesul), duas plantas de polipropileno e três de polietileno. A central de matérias-primas é responsável pela produção de, aproximadamente, 3,5 milhões de toneladas de petroquímicos básicos anualmente, como eteno, propeno, MTBE, benzeno, gasolina e butadieno. Dentro do complexo está localizada, ainda, a planta de eteno verde (feito do etanol proveniente da cana-de-açúcar), com capacidade de 200 mil toneladas por ano. As três unidades de polietileno (PE 4, PE 5 e PE 6) possuem capacidade de 1,268 milhão de toneladas anuais. Enquanto que as duas fábricas de polipropileno (PP 1 e PP 2) possuem capacidade de 730 mil toneladas ao ano.
 

Localização do complexo divide opiniões no setor

Polo Petroquímico de Triunfo colocou o Rio Grande do Sul no mapa mundial da petroquímica

Polo Petroquímico de Triunfo colocou o Rio Grande do Sul no mapa mundial da petroquímica


BRASKEM/DIVULGAÇÃO/JC
Se as vantagens com a geração de impostos e fomento da economia gaúcha com o polo petroquímico em Triunfo são inquestionáveis, para os transformadores, os benefícios da localização da estrutura no Estado é algo que levanta opiniões distintas. Enquanto o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS), Gerson Haas, considera que seja um fator positivo, até por uma questão logística, o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Gelson de Oliveira, pensa que não significa um diferencial relevante, já que os preços das resinas não apresentam diferenças para baixo em relação a outros mercados.
Para Haas, a questão da movimentação das resinas por curtas distâncias é importante, pois permite a entrega de matérias-primas com mais celeridade. O dirigente também considera uma vantagem o polo, hoje, ser capitaneado pelo capital privado. "Normalmente, as coisas públicas não são tão competitivas, isso (o domínio da iniciativa privada) deu competitividade ao setor", reforça. Porém a situação que se configura nos dias atuais no País, com a Braskem dominando o fornecimento de matérias-primas, não é algo vantajoso para o segmento do plástico, considera o presidente do Sinplast-RS. O empresário reforça que a concorrência sempre é algo benéfico para a economia.
De acordo com Haas, o polo no Estado implicou crescimento para a segunda e a terceira gerações petroquímicas gaúchas. "Para o Rio Grande do Sul foi excelente, sensacional", aponta. Já o presidente do Simplás, Gelson de Oliveira, não considera que haja muita diferença para os transformadores locais que o Rio Grande do Sul sedie um polo petroquímico. O dirigente enfatiza que, mesmo com o complexo situado no Estado, não há uma vantagem quanto a preços de resinas. Oliveira acrescenta que, muitas vezes, a matéria-prima vinda de outras regiões ou importada chega às empresas da chamada terceira geração mais barata do que o insumo local.
Conforme o presidente do Simplás, nem a menor distância quanto ao deslocamento de resinas reflete nos valores finais. "Claro que uma logística mais próxima possibilita uma maior segurança quanto à eventualidade de ficar sem matéria-prima por causa de uma emergência, mas não vejo como grande benefício o polo ser no Rio Grande do Sul", reforça. Para o dirigente, a concentração do setor nas mãos da Braskem foi negativa para os transformadores, por restringir a concorrência no segmento. "Seria interessante que tivesse mais algumas empresas para se ter competitividade, como havia no passado, há uns 20 anos", sustenta.
 

Centro de Tecnologia e Inovação é um diferencial

Desenvolver novas aplicações e propriedades para as resinas termoplásticas requer pesquisa e recursos. Dentro dessa ótica, em Triunfo, está localizado um dos ativos estratégicos da Braskem. O diretor industrial da companhia no Rio Grande do Sul, Nelzo Silva, ressalta que o Centro de Tecnologia e Inovação da Braskem em Triunfo é a maior das quatro unidades dessa natureza da empresa e um dos principais complexos de pesquisa em polímeros da América Latina.

Das cerca de 300 pessoas que compõem o time de Inovação & Tecnologia da companhia no mundo, 170 profissionais atuam em Triunfo. "Importante ressaltar que, nesse centro de pesquisa, foram desenvolvidas algumas das soluções de maior destaque da empresa, como os produtos renováveis do portfólio I'm green (polietileno e EVA, feitos a partir do etanol proveniente da cana-de-açúcar)", frisa.

Desde 2017, o diretor industrial da Braskem no Rio Grande do Sul comenta que o Centro de Tecnologia e Inovação tem trabalhado de forma mais integrada com as unidades de pesquisa e desenvolvimento do grupo localizadas no Brasil, nos Estados Unidos, no México e na Alemanha. As soluções realizadas nesse centro, como resinas de alto desempenho para redução de peso de embalagens, resinas para filmes e embalagens para o mercado internacional, materiais com resistência a altas temperaturas para a indústria automotiva e aditivação mais eficiente são usadas no mundo todo, reforça Silva. Além disso, o Centro de Tecnologia e Inovação de Triunfo suporta estudos desenvolvidos em outras regiões realizando testes de caracterização avançada em plantas-piloto que estão disponíveis apenas nesse complexo. O local trabalha, ainda, no aprimoramento de tecnologias inovadoras para uso do plástico reciclado e novas resinas para impressoras 3D.

Outro destaque da Braskem no Rio Grande do Sul é a planta de eteno verde, que utiliza matéria-prima renovável: o etanol proveniente da cana-de-açúcar. Silva revela que a companhia está estudando a possibilidade de expansão da capacidade dessa unidade, porém ainda não há nada definido. A Braskem produz 200 mil toneladas ao ano de eteno verde, e a estimativa da empresa é que cerca de 500 marcas usem a resina. A planta, inaugurada há 10 anos, consumiu investimento de US$ 290 milhões.

Novo comando pode ser uma futura realidade

Seguindo uma tendência histórica, mais uma vez, ronda o Polo Petroquímico de Triunfo a possibilidade de que um novo player assuma o protagonismo do complexo. A holandesa LyondellBasell chegou a abrir tratativas para assumir o controle da Braskem, porém desistiu em meados do ano passado. Apesar de, em um primeiro momento, a gestão da Braskem não ter saído das mãos da Odebrecht, a aposta é que a venda da empresa continua nos planos e deverá acontecer, contudo em um prazo mais alongado devido aos impactos na economia mundial causados pela pandemia de coronavírus.

O diretor da MaxiQuim Assessoria de Mercado, João Luiz Zuñeda, reforça que Odebrecht e Petrobras (outra acionista da Braskem) já tinham interesse em vender a companhia, e, com a crise oriunda do coronavírus, os dois grupos precisarão ainda mais de recursos. No entanto, o consultor projeta que as movimentações de negócios no planeta vão sofrer atrasos por conta da pandemia, devendo ser retomadas mais intensamente a partir do próximo ano. Ele salienta que a Braskem é uma excelente empresa, que não precisa ser vendida de maneira precipitada. "O momento, agora, não é de venda", reitera.

O presidente do Simplás, Gelson de Oliveira, destaca que o prejuízo registrado no balanço da Braskem de 2019 (que verificou prejuízo líquido de R$ 2,79 bilhões) pode afetar a atratividade da empresa. Ele argumenta que um investidor pode temer o risco de adquirir uma companhia que vem verificando prejuízos contínuos e significativos. Para Oliveira, não é somente a pandemia que deve jogar para mais adiante a questão da venda, mas também o resultado financeiro da Braskem.

O presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Polo Petroquímico de Triunfo (Sindipolo), Carlos Eitor Rodrigues, recorda que a Braskem já esteve em estágios avançados quanto a uma possível venda para o grupo LyondellBasell. O sindicalista argumenta que um dos motivos que fez com que as tratativas não seguissem adiante foi o problema com a extração de sal gema em Alagoas enfrentado pela empresa brasileira. A atividade foi considerada a responsável pelo afundamento do solo em vários pontos da capital Maceió.

Terminal Santa Clara permite diversificação logística

O polo de Triunfo, em termos produtivos, se assemelha aos atuais complexos petroquímicos de Camaçari (BA), do ABC (SP) e de Duque de Caxias (RJ). Contudo, o diretor administrativo do Comitê de Fomento Industrial do Polo (Cofip-RS), Sidnei Anjos, considera a unidade do Sul com uma logística privilegiada, por contar com o terminal hidroviário Santa Clara, que permite uma conexão direta com o porto do Rio Grande.

O dirigente afirma que a estrutura aumenta a competitividade e a segurança ambiental do polo de Triunfo. "Destaco, ainda, a localização longe dos centros urbanos e a presença de um cinturão verde (as empresas do polo são cercadas por uma imensa área com mata nativa e biodiversidade)", aponta Anjos. O diretor administrativo explica que o objetivo da entidade é promover sinergias e articulação empresarial para o desenvolvimento da região. O comitê tem como base as indústrias sediadas no Polo Petroquímico de Triunfo e no distrito industrial de Montenegro. Atualmente, conta com as seguintes associadas: Arauco, Arlanxeo, Braskem, GS Inima, Hexion, Innova, John Deere, Oxiteno, Polo Films e White Martins.

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