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- Publicada em 09h04min, 28/04/2020.

Santander concede mais crédito sob coronavírus e lucro cresce 10,5% no 1º trimestre

Banco espanhol fechou o período com lucro líquido foi de R$ 3,9 bilhões

Banco espanhol fechou o período com lucro líquido foi de R$ 3,9 bilhões


ALEXANDRO AULER/JC
O Santander emprestou 20% a mais no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com igual período de 2019, o que levou o lucro do banco a um salto de 10,5% no período. O banco de origem espanhola é o primeiro a divulgar os resultados sob o coronavírus e fechou o período com lucro líquido foi de R$ 3,9 bilhões.
O Santander emprestou 20% a mais no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com igual período de 2019, o que levou o lucro do banco a um salto de 10,5% no período. O banco de origem espanhola é o primeiro a divulgar os resultados sob o coronavírus e fechou o período com lucro líquido foi de R$ 3,9 bilhões.
A carteira de crédito do banco aumentou 21,8% de janeiro a março, a R$ 378,5 bilhões. O salto mais expressivo, porém, foi para grandes empresas -um aumento de 34%, em linha com que os bancos e o Banco Central vinham sinalizando.
Desde que a pandemia de Covid-19 ganhou força, grandes empresas teriam sacado recursos pré-aprovados nas instituições financeiras, o que, segundo os bancos, teria deixado negócios de pequeno e médio porte com menor disponibilidade de recursos. O balanço do Santander mostrou que a alta de crédito para pequenas empresas foi de 24,9%.
Em relatório, o Santander afirmou que observou uma maior procura por liquidez em função da pandemia do coronavírus. "Acreditamos que para as empresas de menor porte, que serão mais impactadas nesse primeiro momento, as soluções propostas tais como a linha de crédito para financiamento da folha de pagamento e o adiamento de contratos para carência de pagamentos, deverão colaborar na organização financeira dessas empresas", afirmou o banco.
Já para o segmento pessoa física, o crescimento no crédito foi de 15% -concentrado em crédito imobiliário e consignado, que os bancos tendem a privilegiar em períodos de crise.
O resultado do aumento nas concessões de crédito foi o crescimento da margem financeira (a principal receita dos bancos, gerada com operações de crédito), que subiu 12,1% em comparação aos primeiros três meses de 2019, para R$ 12,7 bilhões.
Bancos relataram também que os juros estavam aumentando devido à escassez de recursos frente à forte demanda, o que ajuda a sustentar a alta na receita dos bancos.
O Santander chegou a estimular clientes a usarem mais o cartão de crédito, com aumento de 10% no limite para gastos. No entanto, a demanda caiu, limitando não só os ganhos com empréstimos nessa linha, mas também as receitas com tarifas. É a primeira queda nessa fonte de receitas do banco desde 2010, quando é feita a comparação anual.
Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a baixa nas receitas com prestação de serviços e tarifas foi de 1%. Ante o trimestre de outubro a dezembro de 2019, que concentra as vendas de Natal e Black Friday, o tombo foi de 6,7% -a pior desde 2016, quando registrou queda de 7,04% nos primeiros três meses daquele ano.
"Dentro do atual contexto da pandemia de Covid-19, houve uma desaceleração no volume transacionado com os nossos cartões a partir da segunda quinzena de março", afirmou o banco em relatório divulgado nesta terça-feira (28).
Outro indicativo de que o coronavírus começa a afetar os resultados das instituições financeiras é o salto nas provisões para cobrir possíveis calotes. Houve um aumento de 18,7% nas despesas com essa linha.
Apesar do aumento das reservas contra possível aumento da inadimplência, os atrasos acima de 90 dias fecharam o trimestre praticamente estáveis, em 3%.
Logo que começou a crise de Covid-19, grandes bancos anunciaram a rolagem automática da dívida de seus clientes, o que, na prática, ajuda a manter os atrasos estáveis mesmo que consumidores não estejam conseguindo pagar seus créditos contratados.
Folhapress
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