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Varejo

- Publicada em 16h21min, 27/04/2020. Atualizada em 18h26min, 27/04/2020.

Marchezan amplia testes de Covid-19 e diz que abertura do comércio 'vai demorar um pouco'

Cada liberação terá suas consequências avaliadas após 15 dias, segundo o prefeito

Cada liberação terá suas consequências avaliadas após 15 dias, segundo o prefeito


MARCO QUINTANA/JC
Fernanda Soprana
O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, lançou um balde de água fria em quem esperava que, em sua transmissão ao vivo pelo Facebook, poderia anunciar alguma flexibilização de mais setores da atividade, como o comércio. O gestor anunciou, nesta segunda-feira (27), que não haverá liberação imediata.
O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, lançou um balde de água fria em quem esperava que, em sua transmissão ao vivo pelo Facebook, poderia anunciar alguma flexibilização de mais setores da atividade, como o comércio. O gestor anunciou, nesta segunda-feira (27), que não haverá liberação imediata.
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"A decisão de abrir setores e voltar ao normal vai demorar um pouco", disse Marchezan. Ele explica que as consequências de cada medida tomada serão avaliadas ao longo de duas semanas.“Não haverá uma liberação imediata, total, geral e desenfreada. Cada ação nossa, certa ou errada, tem um reflexo de quinze dias”.
Ele ainda vetou qualquer possibilidade de reabertura dos shopping nos próximos dias. De acordo com o prefeito, as atividades ainda não serão retomadas no local para evitar aglomerações, tanto entre clientes como trabalhadores.
“Ocorrerão liberações nas próximas semanas, mas não vamos criar expectativas que possam botar em risco as pessoas”, disse.

Ampliação do número de testes e leitos

Segundo Marchezan, em uma tentativa de equiparar Porto Alegre à Coreia do Sul, a meta de testagem foi ampliada para 5.600 mil pessoas em 30 dias. A prefeitura anunciou que irá testar 580 pessoas por dia. A intenção é seguir uma política similar à da Coreia do Sul, que chegou a ser o epicentro da pandemia fora da China e conseguiu controlar a disseminação do vírus com testagem em massa.
Para isso, o Hospital Moinhos de Vento passará a realizar 100 testes por dia e o Complexo Santa Casa de Misericórdia manterá a média fixa de 30 exames. O Grupo Exame forneceu 150 testes à prefeitura, e a empresa Peritos Lab contribuiu com 300. No total, Porto Alegre passará a testar 580 pessoas diariamente. Todas as colaborações são de testes PCR, que necessitam de análise laboratorial para determinar a infecção. 
Na semana anterior, segundo Marchezan, recebeu uma doação de 2 mil testes de anticorpos (testes rápidos, com resultado imediato) do Iguatemi e 2.700 do Ministério da Saúde. O iLab forneceu um total de 10 mil testes. Os exames devem começar a ser realizados nesta semana em pessoas do grupo de risco e profissionais de serviços essenciais.
Porto Alegre também contará com 477 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir desta terça-feira (28). Segundo Marchezan, foram ampliados 165 leitos desde o início da gestão.
Será construída uma nova estrutura junto ao Hospital Independência partir de uma doação da Guerdau, do grupo Ipiranga e do grupo Zaffari. Segundo o Marchezan, a unidade no hospital público conta com 62 leitos.
Com mais de 300 profissionais, o hospital contará com 162 leitos para o SUS. A gestão será feita pelo Divina Providência, responsável por 13 unidades de saúde da capital. Em parceria, o Hospital Moinhos de Vento realizará a estruturação.
O prefeito também anunciou que o Hospital Vila Nova entregará uma estrutura que comporta 66 leitos destinados ao SUS. No momento, todos os leitos ampliados servirão para o atendimento de pacientes com coronavírus.
Porto Alegre ainda está fechando acordo para aquisição de 200 ventiladores para leitos de UTI. Em negociação com um fornecedor chinês, a capital fechará uma das primeiras compras em todo o Brasil, segundo o prefeito.
O gestor municipal ainda anunciou que será obrigatório o uso de máscaras no transporte público a partir desta terça-feira (28). A prefeitura também está desenvolvendo um cartão exclusivo à compra de alimentos para pessoas vulneráveis ou em situação de rua.
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