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Varejo

- Publicada em 08h40min, 24/04/2020. Atualizada em 08h40min, 24/04/2020.

Mais de 44 mil trabalhadores do comércio foram demitidos durante o isolamento, afirma FCDL-RS

No Estado, 64% das lojas foram obrigadas a permanecer completamente fechadas

No Estado, 64% das lojas foram obrigadas a permanecer completamente fechadas


CESAR LOPES/PMPA/JC
Pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) sobre os efeitos no varejo gaúcho da política de isolamento social para combater o novo coronavírus (Covid-19) aponta uma queda brusca de faturamento e uma dura redução do número de empregos do setor. De acordo com a FCDL, as medidas teriam gerado a demissão de 44,5 mil trabalhadores do comércio no Estado.
Pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) sobre os efeitos no varejo gaúcho da política de isolamento social para combater o novo coronavírus (Covid-19) aponta uma queda brusca de faturamento e uma dura redução do número de empregos do setor. De acordo com a FCDL, as medidas teriam gerado a demissão de 44,5 mil trabalhadores do comércio no Estado.
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Segundo o levantamento, no período entre 15 de março e 15 de abril, apenas 5% dos lojistas mantiveram seus negócios plenamente abertos, enquanto 64% foram obrigados a permanecer completamente fechados todo o tempo ou na maior parte desse período. A pesquisa mostra, também, que 67,64% dos lojistas gaúchos tiveram quedas de 50% ou mais de seu faturamento, sendo que 26% não faturou sequer um centavo nesse período.
Além disso, houve queda da empregabilidade no setor, uma vez que 24,39% das empresas pesquisadas efetuaram ao menos uma demissão, com a média ficando em 1,9 desligamentos por empresa que demitiu. Transpondo este padrão para o total do Rio Grande do Sul, estima-se que a política de fechamento do comércio tenha causado a demissão de cerca de 44,5 mil trabalhadores entre 15 de março e 15 de abril.
A pesquisa também aponta que 48,5% das empresas registraram um grau de inadimplência igual ou superior a 50% das contas a receber. Esta alta da inadimplência tende a gerar um efeito em cadeia de queda da confiabilidade das relações econômicas, cuja recuperação consiste no maior desafio para a viabilização da retomada da atividade.
Por fim, 94,61% dos lojistas pesquisados concordaram com a adoção de políticas de isolamento social para conter a disseminação da pandemia causada pela Covid-19. Entretanto, 76,35% deles opinaram que as medidas foram exageradas.
A Junta Governativa da FCDL-RS, integrada pelos dirigentes Aljaci Britto, Cladimir Coppini e Marcio Farias Martins, afirma que o resultado obtido no levantamento é extremamente preocupante. Diante desses resultados, os dirigentes entendem que "chegou o momento de se priorizar, imediatamente, a retomada das atividades produtivas, com a responsabilidade de cada indivíduo tomar os devidos cuidados para não ser contagiado ou contagiar".
Segundo a FCDL-RS, os créditos emergenciais e os abonos liberados pelo governo federal, além de outras medidas, amenizam esse quadro sombrio, mas não solucionam a crise econômica que se abateu sobre o Brasil e o Rio Grande do Sul. No caso do governo gaúcho e das prefeituras municipais, a entidade espera "benevolência" no sentido de adiar o vencimento dos impostos gerados a partir do mês anterior ao início das políticas de isolamento social.
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