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Conjuntura Internacional

- Publicada em 03h00min, 22/04/2020.

Brasil defende revisão de barreiras comerciais

Ministros da Agricultura dos países do G20 realizaram videoconferência nesta terça-feira

Ministros da Agricultura dos países do G20 realizaram videoconferência nesta terça-feira


G20 PRESS OFFICE/AFP/JC
Em videoconferência com ministros da Agricultura dos países do G-20 para discutir o impacto do novo coronavírus sobre o setor, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, alertou para a necessidade de rever "barreiras comerciais injustificáveis e subsídios que premiam a ineficiência e podem afetar o abastecimento de alguns países", conforme nota divulgada pelo ministério nesta terça-feira.
Em videoconferência com ministros da Agricultura dos países do G-20 para discutir o impacto do novo coronavírus sobre o setor, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, alertou para a necessidade de rever "barreiras comerciais injustificáveis e subsídios que premiam a ineficiência e podem afetar o abastecimento de alguns países", conforme nota divulgada pelo ministério nesta terça-feira.
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"A Covid-19 nos oferece a oportunidade de repensar nosso comportamento coletivo. Vamos vencer a luta contra a Covid-19 juntos e emergir dela com uma mentalidade para, finalmente, alcançar segurança alimentar global estável e meios de vida decentes para toda a humanidade", disse.
A posição defendida pelo Brasil na reunião virtual foi "convergente" com a de outros países, como Estados Unidos, China, Alemanha e Emirados Árabes. Organizada pela presidência temporária do G-20, a videoconferência buscou aprimorar a cooperação global e garantir o fluxo de produtos agrícolas para proteger a segurança e a nutrição alimentar mundial durante a pandemia.
Segundo a ministra, no curto prazo, há comida para todos, mas é preciso trabalhar nos desafios de abastecimento mundial impostos pelo novo coronavírus. De acordo com Tereza Cristina, o Brasil é um parceiro confiável no fornecimento de alimentos e tem capacidade para suprir as necessidades de mais de 1 bilhão de pessoas.
"Demonstramos por nossas ações que o Brasil é um parceiro confiável, responsável e solidário. Por reciprocidade, também queremos ter um forte compromisso do resto da comunidade internacional", disse a ministra, segundo o comunicado. "A confiança é uma via de mão dupla: estabilidade e previsibilidade no lado da oferta exigem estabilidade e previsibilidade no lado da demanda."
Tereza Cristina defendeu, ainda, que as barreiras comerciais não devem ser levantadas apenas quando ocorrer uma calamidade. "Abandonaremos a retórica, tomando medidas efetivas para realmente melhorar a subsistência dos mais vulneráveis? Ou admitiremos a armadilha de usar a pandemia como uma desculpa para manter os interesses paroquiais enraizados, através da perpetuação do protecionismo?", questionou.
A ministra criticou também o uso, neste momento de crise, de subsídios que, segundo ela, criam concorrência desleal para países em desenvolvimento e afetam as condições de vida no campo. "O comércio agrícola justo permitiria a disseminação de melhores condições nas áreas rurais, onde a maior parte da pobreza do mundo está concentrada", finalizou.

Diretor-geral da OMC alerta sobre medidas que possam levar à escassez de alimentos

Comércio teve duro golpe, disse Azevêdo
Comércio internacional teve duro golpe, disse Roberto Azevêdo
JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, alertou ministros de Agricultura do grupo das 20 maiores economias do mundo - o G-20 - sobre medidas que possam levar à escassez de alimentos no futuro.
"Precisamos agir coletivamente para garantir que nossas respostas à pandemia de Covid-19 não criem, inadvertidamente, escassez de alimentos, disse ao grupo, que se reuniu virtualmente nesta terça-feira.
De acordo com nota da OMC, Azevêdo, no encontro, apontou que os choques econômicos trazidos pelo novo coronavírus foram um "duro golpe" no comércio internacional, principalmente para o setor de alimentos, considerando as restrições de viagens e nas fronteiras.
"A crise de saúde da Covid-19 já é uma grande crise econômica e social. Não vamos adicionar uma crise de segurança alimentar", declarou o diretor-geral da OMC.
 
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