A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul lançou campanha para sensibilizar os consumidores para que adquiram produtos no comércio local. A mobilização está estruturada em materiais que serão divulgados em veículos de comunicação tradicional e nas mídias digitais. O objetivo é reforçar para a população a importância de movimentar o comércio local. “Estamos passando por um período de incertezas, de prejuízos que ultrapassam o aspecto econômico e atingem o coração das empresas. Os desafios são diários para clientes e empresariado local. Por que não unir forças para passar por tudo isso de maneira mais forte?”, afirma Micael Canuto, vice-presidente de Comunicação da CDL.
Além da comunicação visual, a campanha 'Caxias tem tudo e precisa de todos' tem continuidade por meio de outras estratégias. Os mais de 4,3 mil associados serão abastecidos com dicas e estratégias para atraírem os clientes às lojas e aos serviços. Também serão estimulados para o desenvolvimento de campanhas criativas e promoções, e orientados para a comercialização pelas redes sociais e plataformas de e-commerce.
Atualmente, há 19 mil lojas registradas na cidade. O setor é responsável pela geração de, aproximadamente, 28 mil empregos formais e representa 28% do PIB do município, com faturamento anual de R$ 2,1 bilhões. “Justamente por isso, em meio a recessão econômica causada pelo coronavírus, é fundamental que a cadeia continue girando, mesmo que de forma reduzida, para que todos consigam manter suas fontes de renda e a economia não entre em colapso”, resume Canuto. Com a paralisação de 27 dias, R$ 97,2 milhões deixaram de ser arrecadados pelo comércio, segundo estimativas da CDL.
Dos 4,3 mil associados do setor de comércio e serviços da CDL Caxias, 69% - perto de 3 mil - são micro e pequenas empresas. Para o presidente da entidade, Renato Corso, a flexibilização da abertura, mesmo que de forma gradual, com apenas 50% do quadro, está sendo comemorada. Para o dirigente, a medida será fundamental para dar fôlego, especialmente aos pequenos empreendimentos, que possuem uma reserva menor no fluxo de caixa e, consequentemente, maior risco para demissões e encerramento de atividades. “Temos ciência que a retomada será extremamente lenta. Deverá haver pouco movimento nos estabelecimentos e a normalização no atendimento pode levar, pelo menos, 30 dias. A valorização dos negócios locais neste momento deve ser prioridade para os consumidores", reforça Corso.
A CDL segue orientando os associados para que busquem contato com os proprietários de seus imóveis para negociação de vencimentos. “Na maioria dos casos, há uma flexibilização para o pagamento de aluguel e condomínio, seja por meio de parcelamento, prorrogação ou isenção. Precisamos ajudar uns aos outros”, aponta.