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- Publicada em 20h23min, 15/04/2020.

Lideranças de Caxias do Sul criticam decisão do governador de manter comércio fechado

Cassina reuniu gabinete de crise para tomar posição em relação ao novo decreto do Estado

Cassina reuniu gabinete de crise para tomar posição em relação ao novo decreto do Estado


Fabiana de Lucena/Divulgação/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
O prefeito de Caxias do Sul, Flavio Cassina, encaminhou, no início da noite desta quarta (15) pedido de audiência com o governador Eduardo Leite (PSDB) para tentar alterar a decisão do Estado de manter fechado o comércio em geral nas cidades localizadas nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Serra Gaúcha. Cassina conversou com a Casa Civil do governo visando agendamento de encontro pessoal ou contato telefônico.
O prefeito de Caxias do Sul, Flavio Cassina, encaminhou, no início da noite desta quarta (15) pedido de audiência com o governador Eduardo Leite (PSDB) para tentar alterar a decisão do Estado de manter fechado o comércio em geral nas cidades localizadas nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Serra Gaúcha. Cassina conversou com a Casa Civil do governo visando agendamento de encontro pessoal ou contato telefônico.
Logo após o anúncio do governador, o prefeito convocou reunião do Gabinete de Crise da Prefeitura, em conjunto com lideranças do varejo, representadas pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços, Câmara dos Dirigentes Lojistas e Sindilojas, para tomar uma posição. “O comércio não suporta mais, já temos demissões e fechamento de lojas”, declarou Cassina durante live pelas redes sociais no início da noite.
Ao lado do vice-prefeito Édio Elói Frizzo, afirmou que existe rigidez desproporcional na decisão do governador, que inclui no mesmo pacote cidades de pequeno porte, nas duas regiões, que sequer têm casos suspeitos. Para Cassina, mesmo a situação de Caxias do Sul é diferente em relação a maioria dos municípios da Região Metropolitana da Capital. “Temos a situação controlada, estrutura de atendimento bem montada e número estável de casos”, reagiu. Também lembrou que em testes aplicados em vários pontos da cidade por estudantes da Universidade de Caxias do Sul não houve nenhum caso positivo da Covid-19. “Isto demonstra que não temos o vírus em circulação”, reforçou.
O vice-prefeito argumentou que a estratégia local foi de concentrar esforços nos primeiros 15 da pandemia, com o fechamento de praticamente todas as atividades econômicas, com liberação de somente as consideradas essenciais. Lembrou que, enquanto o Estado permitiu o retorno das atividades da indústria e construção civil, em Caxias do Sul, houve acréscimo de mais uma semana de fechamento, situação apoiada pelas grandes empresas que concederam 20 dias de férias coletivas. Segundo o vice-prefeito, a intenção era que o comércio retornasse de forma gradual, com revisões a cada 15 dias, respeitando os dados epidêmicos.
Ainda comentou que a equipe de profissionais da saúde do Município tem repassado dados seguros, como a estagnação do número de casos confirmados. Comentou que boa parte deles, em torno de 14, teve origem numa única unidade hospitalar. Destacou também a campanha que será feita para estimular o uso das máscaras de proteção, bem como a estrutura já pronta de hospitais de campanha para atender eventual acréscimo de demanda, além de mais leitos em unidades de tratamento intensivo. “Temos condições de flexibilizar proporcionalmente o retorno das atividades do comércio, buscando um acordo entre todos os segmentos interessados”, assinalou.
Cassina argumentou ainda que o comércio em geral, do ponto de vista de aglomeração e contato de pessoas, não é diferente de supermercados, farmácias e padarias, que estão liberados para funcionar. “É um processo injusto, porque estes setores fazem concorrência com muitos dos estabelecimentos comerciais. Vamos ter de mostrar ao governador que a situação é muito difícil”, reforçou.

Sindilojas caxiense define decisão como 'lamentável'

O anúncio do governador Eduardo Leite (PSDB), em transmissão ao vivo pela internet, de que o comércio instalado nos municípios das regiões metropolitanas de Porto Alegre e Serra Gaúcha, deve permanecer fechado até 30 de abril, frustrou as lideranças do setor, que acreditavam na flexibilização. A presidente do Sindilojas Caxias, Idalice Manchini, acredita que os indicadores de Caxias do Sul para novos casos de Covid-19 estão estáveis e que a decisão do Estado terá um profundo impacto negativo. “É lamentável essa decisão e estamos viabilizando uma reunião com o governador para expressar o descontentamento da categoria. Em Caxias, já tivemos praticamente um mês de isolamento social. Tanto aqui, como nos 14 municípios que compõem a Região Metropolitana da Serra, muitos deles de pequeno porte, não há quantidade de casos de Covid-19 que sustente essa decisão”, reagiu a dirigente.

Na terça-feira (14), o sindicato entrou com ação declaratória com pedido de tutela de urgência solicitando a reabertura, seguindo os mesmos critérios das demais categorias que estão permitidas a atuar na cidade. Em despacho na quarta, antes do anúncio do governador, o juiz que analisa o mérito do processo resolveu aguardar o pronunciamento para posteriormente decidir sobre a liminar. Assim, a entidade tem prazo de cinco dias para se manifestar sobre a continuação da demanda. O Sindilojas reforça a seus representados que enquanto não houver uma decisão judicial, o lojista deve acatar as determinações do decreto estadual.
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