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Indústria

Notícia da edição impressa de 01/04/2020. Alterada em 01/04 às 03h00min

Setor de máquinas e equipamentos tem queda no primeiro bimestre de 2020

Vendas para o comércio exterior estão em desaceleração

Vendas para o comércio exterior estão em desaceleração


SCPAR PROTO DE IMBITUBA/DIVULGAÇÃO/JC
O comportamento da indústria de máquinas e equipamentos esteve em linha com a costumeira sazonalidade no mês de fevereiro - início de ano com vendas relativamente fracas que ganham força no decorrer do primeiro semestre. As informações são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq).
O comportamento da indústria de máquinas e equipamentos esteve em linha com a costumeira sazonalidade no mês de fevereiro - início de ano com vendas relativamente fracas que ganham força no decorrer do primeiro semestre. As informações são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq).
O faturamento real da indústria brasileira de máquinas e equipamentos atingiu R$ 10 bilhões em fevereiro de 2020, alta de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado eliminou parte importante da queda observada primeiro mês do ano. No bimestre (janeiro-fevereiro), a redução foi de 1,7% contra -5,5% observada em janeiro de 2020. A melhora nas receitas do setor no mês de fevereiro refletiu expansão das vendas no mercado externo.
No mercado doméstico, houve queda 6,1% em relação ao mês a 2019 e com esse resultado o setor passou a acumular queda de 2% no ano de 2020. A desaceleração das receitas no mercado doméstico neste primeiro bimestre refletiu o esmorecimento da atividade econômica brasileira no 4º trimestre do ano passado. Assim, tal início de retomada tímida das vendas já era esperado nos primeiros meses de 2020.
Após quatro meses consecutivos de quedas, as exportações de máquinas e equipamentos apresentaram recuperação em fevereiro ( 8,8%). Todavia, mesmo com esta alta ainda não foi possível reverter o tombo de janeiro (-26,6%). Logo, o primeiro bimestre do ano acumulou queda nas exportações de -9,6% comparado aos dois primeiros meses de 2019.
Ainda que o câmbio desvalorizado possa colaborar nas receitas, o setor ainda está aquém do potencial histórico de vendas ao exterior. Em grande medida, o comércio internacional ainda sente o impacto da desaceleração das principais economias mundiais.
A entrega de pedidos já confirmados deverá ser contabilizada nas estatísticas de exportação nos próximos meses. Entretanto, com a crise do coronavírus e a consequente interrupção de diversas atividades produtivas em âmbito global, novos pedidos poderão ser adiados até o segundo semestre.
O consumo aparente de máquinas e equipamentos também registrou desaceleração no mês de fevereiro ao crescer 2,1% contra 18% em janeiro de 2020, na comparação com igual mês do ano anterior. No bimestre, os investimentos em máquinas e equipamentos registraram crescimento de 9,6% contra 12% no fechamento de 2019.
O quadro de pessoal da indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou expansão de 0,5% em relação ao mês imediatamente anterior e 0,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O setor encerrou o primeiro bimestre com 306 mil pessoas empregadas no Brasil.