Porto Alegre, terça-feira, 24 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre, terça-feira, 24 de março de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Mercado Financeiro

24/03/2020 - 07h57min. Alterada em 24/03 às 07h59min

Bolsas asiáticas fecham em alta robusta com medidas de estímulos dos EUA e locais

Índice sul-coreano Kospi liberou os ganhos, com salto de 8,6%, o maior ganho diário desde 2016

Índice sul-coreano Kospi liberou os ganhos, com salto de 8,6%, o maior ganho diário desde 2016


JUNG YEON-JE/AFP PHOTO/JC
As bolsas asiáticas fecharam os negócios desta terça-feira (24) com ganhos robustos, reagindo a medidas de estímulos de bancos centrais e de governos e na expectativa para a possível aprovação de um pacote fiscal trilionário no Congresso dos EUA, todos esforços voltados unicamente para amenizar o feroz impacto econômico do novo coronavírus.
As bolsas asiáticas fecharam os negócios desta terça-feira (24) com ganhos robustos, reagindo a medidas de estímulos de bancos centrais e de governos e na expectativa para a possível aprovação de um pacote fiscal trilionário no Congresso dos EUA, todos esforços voltados unicamente para amenizar o feroz impacto econômico do novo coronavírus.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 2,34% nesta terça, a 2.722,44 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,10%, a 1.666,22 pontos.
Mas foi o Kospi que liderou os ganhos na Ásia, após o governo da Coreia do Sul decidir dobrar um pacote de resgate para empresas afetadas pelo coronavírus, para o equivalente a US$ 78,6 bilhões. O índice sul-coreano saltou 8,6% em Seul, a 1.609,97 pontos, registrando o maior ganho diário desde 30 de outubro de 2008.
Antes disso, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou na segunda-feira (23) uma série de medidas complementares, em nova tentativa de restabelecer a confiança dos investidores após cortar seus juros para quase zero nas últimas semanas, como parte de uma estratégia para mitigar os estragos causados pela pandemia. A principal iniciativa do Fed foi decidir comprar ativos em volumes ilimitados.
Já o governo dos EUA vem tentando aprovar no Senado americano estímulos fiscais de US$ 1,6 trilhão, apesar da resistência da ala democrata da casa. Nos últimos dias, a proposta foi rejeitada duas vezes, por supostamente favorecer demais as empresas. A esperança é que o governo Trump e o Partido Democrata eventualmente cheguem a um acordo para aprovar o pacote.
Em outras partes da região asiática, o Nikkei subiu 7,13% em Tóquio nesta terça-feira, a 18.092,35 pontos, garantindo sua maior valorização em um único dia desde fevereiro de 2016, enquanto o Hang Seng avançou 4,46% em Hong Kong, a 22.663,49 pontos, e o Taiex apresentou alta de 4,45% em Taiwan, a 9.285,62 pontos. No Japão, destaque para o SoftBank Group, que disparou 19%, repetindo o salto de ontem, após revelar planos de vender ativos e recomprar ações.
Na Oceania, a bolsa australiana seguiu a onda positiva da Ásia, impulsionada principalmente pelo setor petrolífero. O S&P/ASX 200 subiu 4,17% em Sydney, a 4.735,70 pontos.