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Varejo

- Publicada em 10h55min, 16/03/2020. Atualizada em 21h08min, 16/03/2020.

Compras nos supermercados gaúchos foram 20% acima da média no final de semana

Falta de produtos em gôndolas na Capital não deve se repetir nos próximos dias

Falta de produtos em gôndolas na Capital não deve se repetir nos próximos dias


Thiago Nunes/arquivo pessoal/JC
Thiago Copetti
O movimento de compras cerca de 20% acima da média nos supermercados do Rio Grande do Sul no final de semana chamou a atenção dos gaúchos que foram ao comércio, e também nas redes sociais. A alta seria provocada por consumidores que resolveram reforçar o estoque de mantimentos, evitar novas saídas e fugir de aglomerações nos próximos dias, atendendo recomendações decorrentes do avanço do coronavírus do Estado.
O movimento de compras cerca de 20% acima da média nos supermercados do Rio Grande do Sul no final de semana chamou a atenção dos gaúchos que foram ao comércio, e também nas redes sociais. A alta seria provocada por consumidores que resolveram reforçar o estoque de mantimentos, evitar novas saídas e fugir de aglomerações nos próximos dias, atendendo recomendações decorrentes do avanço do coronavírus do Estado.
Imagens de falta de produtos, além dos mais demandados atualmente _ álcool gel e máscaras _ no entanto, estariam sendo usadas para alegar risco de desabastecimento, indevidamente, de acordo com o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo. “Muitas fotos que circularam nas redes sociais eram, na verdade, de falta de produtos da época da greve dos caminhoneiros”, alerta Longo.
O empresário ressalta, ainda, que essa alta média de 20% nas compras devem ser equalizadas nos próximos dias. Isso porque o consumidor que aumentou o número de itens ou volumes comprados entre sábado e domingo deixará de comprá-los nos próximos dias.
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“Temos um problema de renda, que não aumentou de uma hora para outra. Quem comprou cinco quilos de arroz em vez de um, nos próximos dias não vai mais comprar porque já tem em casa, por exemplo”, destaca Longo, refutando qualquer possibilidade de faltar produtos nos mercados além de álcool gel e máscaras.
A falta do produto para limpeza das mãos, diz o empresário, ocorre porque consumidores que antes nunca havia comprado um frasco de álcool gel agora estão adquirindo, e mais de um. Como isso há limitações no abastecimento imediato.
“Temos fábricas aqui no Estado, e que podem até ter o produto, mas talvez falte o pote para colocar o produto dentro, ou a caixa para embalar o item que vai ao supermercado”, diz Longo.
Para quaisquer outros itens, assegura o presidente da Agas, o abastecimento tem plenas condições de ser mantido normalmente. Tanto porque os supermercados trabalham com provisões para 40 dias quanto porque a indústria regional tem sistemas de entrega e logística rápida e o Estado conta com um boa rede de fornecedores locais.
Um item que chama atenção pela falta nas gôndolas de supermercados na Europa, o papel higiênico, não vai se repetir por aqui, assegura Longo. Ao contrário da Europa, que importa da China praticamente todo o papel higiênico que abastece o mercado interno, o Rio Grande do Sul tem mais de uma fábrico do produto instalados no Estado. Na Europa, explica o empresário, houve falta por causa das paradas nas linhas de produção chinesas ou problemas de embarques nos portos.
“Aqui, o que podemos começar a ter é problemas de falta de pessoal. Alguns supermercados podem começar a ter equipes reduzidas em alguns setores. Isso porque alguns funcionários terão de ficar em casa cuidado do filho cuja aula foi suspensa, ou porque está resfriado e agora o mais adequado é não ir ao local de trabalho, por ele, pelos colegas e pelos clientes”, explica o empresário.
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