Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 13/03 às 15h38min

Bolsas da Europa fecham com ganhos, mas registram quedas acentuadas na semana

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,43%, em 299,16 pontos

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,43%, em 299,16 pontos


JONATHAN HECKLER/JC
As bolsas europeias fecharam em território positivo, nesta sexta-feira (13), porém mostraram na comparação semanal quedas na casa dos 20% em várias das praças. O coronavírus e seus impactos na economia e medidas oficiais para combater a doença continuaram em foco, assim como as oscilações do petróleo, mas houve espaço para uma correção no dia para parte das fortes perdas recentes.
As bolsas europeias fecharam em território positivo, nesta sexta-feira (13), porém mostraram na comparação semanal quedas na casa dos 20% em várias das praças. O coronavírus e seus impactos na economia e medidas oficiais para combater a doença continuaram em foco, assim como as oscilações do petróleo, mas houve espaço para uma correção no dia para parte das fortes perdas recentes.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,43%, em 299,16 pontos.
Pela manhã, os índices acionários mostraram ganhos robustos, um dia depois da maior queda da história do Stoxx 600, de 11%, após o presidente americano, Donald Trump, ter suspendido todos os voos da Europa para os EUA por 30 dias, com a exceção do Reino Unido, para conter a disseminação do coronavírus. Na quinta, também influenciou o fato de que o Banco Central Europeu (BCE) não cortou juros, embora tenha anunciado outras medidas.
Nesta sexta, o humor foi apoiado pelo fato de que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciou um novo corte de compulsório, que deve liberar o equivalente a US$ 78,7 bilhões no sistema bancário local. O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) prometeu fornecer liquidez ampla a empresas financeiras a partir da próxima semana.
Na França, o presidente Emmanuel Mácron informou que os líderes de G7 terão uma reunião extraordinária, na segunda-feira, para discutir o coronavírus, com uma resposta econômica à questão entre os temas em pauta. Já na Espanha, o premiê Pedro Sánchez disse que será decretado a partir deste sábado 15 dias de estado de emergência, para conter a disseminação da doença.
Foi ainda monitorada a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode declarar emergência nacional por causa do coronavírus. Além disso, os contratos de petróleo chegaram a perder fôlego no fim do pregão europeu, com as ações também mostrando menos força na reta final.
Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 2,46%, a 5.366,11 pontos. Na comparação semanal, o índice recuou 16,97%. A BP registrou ganho de 0,47%, Lloyds avançou 2,42% e Barclays, 4,98%.
Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,77%, a 9.232,08 pontos, mas com queda de 20,01% na semana. Entre os bancos alemães, Deutsche Bank subiu 4,80% e Commerzbank, 3,78%.
Na Bolsa de Paris, o CAC 40 avançou 1,83%, a 4.118,36 pontos, com perda de 19,86% na comparação semanal.
Em Milão, o FTSE MIB se destacou, em alta de 7,12%, a 15.954,29 pontos, mas ainda assim com queda de 23,30% na semana. A petroleira ENI se saiu bem, com alta de 4,84%. Intesa Sanpaolo ganhou 6,26%.
Na Bolsa de Madri, o índice Ibex 35 fechou com ganho de 3,73%, a 6.629,60 pontos, com baixa de 20,85% na comparação semanal. Santander recuou 0,92%, mas Banco de Sabadell se destacou, com alta de 11,46%.
O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, avançou 0,83%, a 3.837,38 pontos, com recuo semanal de 17,86%.