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Indústria

- Publicada em 15h13min, 10/03/2020. Atualizada em 15h29min, 10/03/2020.

Empresas adotam alternativas contra falta de insumos em meio ao coronavírus

Guenther disse que a sede alemã da Stihl estuda maior exportação de motores pela unidade gaúcha

Guenther disse que a sede alemã da Stihl estuda maior exportação de motores pela unidade gaúcha


PATRICIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Empresas com operação no Rio Grande do Sul estão tendo de buscar alternativas para driblar o impacto do novo coronavírus nas operações. Empresas que dependem de insumos buscam ver alternativas para suprir os itens, atuando com fornecedores seja internamente ou no exterior.
Empresas com operação no Rio Grande do Sul estão tendo de buscar alternativas para driblar o impacto do novo coronavírus nas operações. Empresas que dependem de insumos buscam ver alternativas para suprir os itens, atuando com fornecedores seja internamente ou no exterior.
Outra frente é o suprimento de mercados antes atendidos pela China com a produção no Brasil, que abre a chance para gerar receita no Rio Grande do Sul.  
Executivos que foram ao evento do Marcas De Quem Decide, entregue nesta terça-feira (10) pelo Jornal do Comércio, no teatro do Sesi, apontaram as estratégias.
A Stihl Brasil, com sede em São Leopoldo, pode dobrar a produção da unidade de motores para dar conta de fornecimento do mercado da marca em outros países, como México, América do Sul e Estados Unidos. Estes países são supridos pela produção da China e da Itália, dois países afetados pela doença. O presidente da operação brasileira, Cláudio Guenther, diz que executivos da área financeira e produção vieram ao Rio Grande do Sul para fazer estudos sobre essa possibilidade. A unidade já exporta mais para o México, com alta de 38% em janeiro e fevereiro.   
O diretor de negócios Ônibus da Marcopolo, Rodrigo Otávio Pikussa, diz que o coronavírus "gera um ponto de interrogação", "A gente trabalha para reduzir os impactos, temos pouca importação direta da China, mas os nossos fornecedores podem ser afetados", diz o executivo. A Marcopolo tem unidade na China e volta aos poucos à atividade, pois havia reduzido atividade em função do ano novo chinês.
A Tintas Renner busca alternativa para suprir necessidade de um dos insumos que vem, da China, que é à base de titânio, usado na cobertura da tinta. "Estamos com planos de contingência buscando em outros países eventual fornecimento e até dentro do país", indica Guilherme Mendes, diretor-geral para América do Sul. A empresa também tenta ampliar vendas externas para mercados como Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile aproveitando a cotação maior do dólar.
O presidente da Randon, Daniel Randon, comentou sobre os solavancos recentes, seja pelo novo coronavírus ou pela instabilidade gerada nos mercados financeiros. "No trimestre, ainda não afetou, mas nos próximos tem um desafio de corrigir essas situações", diz Randon, comentando ainda que a empresa atua com o setor do agronegócio, que é menos afetado de forma negativa. O presidente da Randon citou que o agronegócio ganha com o dólar valorizado. "Crise é oportunidade para o Brasil fazer o que tem que ser feito, como as reformas", aponta.
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