Porto Alegre, segunda-feira, 09 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Mercado financeiro

09/03/2020 - 07h34min. Alterada em 09/03 às 08h32min

Bolsas asiáticas fecham em forte queda após recuo de 30% nos preços do petróleo

Cotações do petróleo despencaram até 30%, após a Arábia Saudita preços da commodity

Cotações do petróleo despencaram até 30%, após a Arábia Saudita preços da commodity


SAUDI ARAMCO/DIVULGAÇÃO/JC
As bolsas da Ásia e do Pacífico encerraram os negócios desta segunda-feira (9) em forte queda generalizada, à medida que as cotações do petróleo despencaram até 30%, após a Arábia Saudita reduzir os preços da commodity, e investidores continuaram buscando ativos mais seguros, como Treasuries e o iene, diante das incertezas geradas pelo coronavírus.
As bolsas da Ásia e do Pacífico encerraram os negócios desta segunda-feira (9) em forte queda generalizada, à medida que as cotações do petróleo despencaram até 30%, após a Arábia Saudita reduzir os preços da commodity, e investidores continuaram buscando ativos mais seguros, como Treasuries e o iene, diante das incertezas geradas pelo coronavírus.
Liderando as perdas na Ásia, o índice acionário japonês Nikkei sofreu um tombo de 5,07%, a 19.698,76 pontos. O mau humor em Tóquio veio também após revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, que sofreu contração anualizada de 7,1% entre outubro e dezembro, maior do que a inicialmente estimada.
No fim de semana, a Arábia Saudita cortou os preços de seu petróleo, numa sinalização de que ampliará significativamente a produção em abril.
A decisão dos sauditas, que foi interpretada como uma guerra de preços, veio após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e os aliados da Opep+ não conseguirem fechar um acordo, na última sexta-feira (06), para cortar ainda mais a produção do grupo, como parte de uma estratégia para lidar com o impacto econômico do coronavírus. A Rússia, líder informal da Opep+, não aceitou uma proposta da Opep de reduzir a oferta coletiva em mais 1,5 milhão de barris por dia.
Em reação à atitude da Arábia Saudita, os preços do petróleo WTI e Brent chegaram a despencar até cerca de 30% entre a noite de ontem e madrugada de hoje, o que não ocorria desde a Guerra do Golfo Pérsico de 1990-91. Na sexta, as cotações já haviam caído em torno de 10% após o fracasso das negociações da Opep+.
Além disso, a disseminação do coronavírus em outros países além da China, onde o surto teve início, continua alimentando a busca por segurança. Os juros dos Treasuries de 10 e 30 anos, por exemplo, renovaram mínimas históricas nesta madrugada.
Na China continental, o Xangai Composto recuou 3,01% nesta segunda, a 2.943,29 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 3,79%, a 1.842,66.
Também no fim de semana, dados oficiais mostraram que as exportações chinesas tiveram uma redução anual de 17,2% no primeiro bimestre do ano, um pouco maior do que o declínio de 17% previsto por analistas consultados pelo The Wall Street Journal.
Em outras partes da região asiática, o Hang Seng teve queda de 4,23% hoje, a 25.040,46 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi cedeu 4,19% em Seul, a 1.954,77 pontos, e o Taiex se desvalorizou 3,04% em Taiwan, a 10.977,64 pontos.
As petrolíferas foram destaque negativo na Ásia. Em Tóquio, a Japan Petroleum Exploration caiu 12,69%. Já em Hong Kong, ações de PetroChina e CNOOC recuaram 9,63% e 17,23%, respectivamente.
Na Oceania, a bolsa da Austrália também foi derrubada principalmente por papéis do setor petrolífero. O S&P/ASX 200 caiu 7,33% em Sydney, a 5.750,60 pontos, ficando perto de entrar em "bear market", quando um mercado acumula perdas superiores a 20% em relação ao pico mais recente.