Porto Alegre, sábado, 26 de setembro de 2020.
Dia Nacional dos Surdos.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 26 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Indústria Automotiva

- Publicada em 13h07min, 06/03/2020. Atualizada em 13h15min, 06/03/2020.

Vendas de veículos recuaram 13,63% no RS em fevereiro

No Brasil, a queda na comercialização foi de 1,76%, segundo a Fenabrave

No Brasil, a queda na comercialização foi de 1,76%, segundo a Fenabrave


JONATHAN HECKLER/arquivo/JC
A venda de veículos no Rio Grande do Sul em fevereiro teve redução de 13,63%, enquanto no Brasil a queda foi de 1,76%, segundo os dados divulgados pela Fenabrave/Sincodiv-RS nesta sexta-feira (6). “O RS continua revelando um descolamento do processo econômico nacional. Enquanto outros estados, a exemplo de Santa Catarina, esforçam-se para reduzir taxas tributárias - como já vem fazendo com o ICMS há algum tempo - com o intuito de promover o crescimento e gerar maior competitividade, o Estado gaúcho mantém uma conduta fiscal que trabalha no sentido inverso, pelo menos na distribuição automotiva”, comenta o presidente das entidades Paulo Siqueira.
A venda de veículos no Rio Grande do Sul em fevereiro teve redução de 13,63%, enquanto no Brasil a queda foi de 1,76%, segundo os dados divulgados pela Fenabrave/Sincodiv-RS nesta sexta-feira (6). “O RS continua revelando um descolamento do processo econômico nacional. Enquanto outros estados, a exemplo de Santa Catarina, esforçam-se para reduzir taxas tributárias - como já vem fazendo com o ICMS há algum tempo - com o intuito de promover o crescimento e gerar maior competitividade, o Estado gaúcho mantém uma conduta fiscal que trabalha no sentido inverso, pelo menos na distribuição automotiva”, comenta o presidente das entidades Paulo Siqueira.
Os números são mais preocupantes quando comparados com o mesmo período do ano anterior, na avaliação da Fenabrave/Sincodiv/RS, pois o que se espera é que a pior parte da crise iniciada em 2014 tenha terminado e a recuperação através da comercialização possa ser confirmada nos emplacamentos, de forma sustentável. O que foi analisado foi que no mês de fevereiro foi contabilizado uma redução de 10,55% no RS em relação a fevereiro de 2019 enquanto que, no Brasil, o índice foi de 0,92% negativo.
“Certamente nosso Estado tem uma grande influência do setor primário. A colheita iniciou com uma forte estiagem, semelhante a de 2012, que refletiu no prejuízo das safras de soja e milho. Desde novembro do ano passado, a distribuição das chuvas no estado não tem sido regular. O que levou a Emater do Rio Grande do Sul a cortar em 16% a projeção para a safra de soja no RS. O plantio de milho realizado no mês de setembro chegou a ter queda de 46% na produção, a safra que teve melhor resultado foi a semeada em agosto. Outros setores fortes no Estado também foram afetados como fumo e produção de leite. Essas questões impactam o mercado automotivo em geral, mas principalmente, máquinas, implementos e comerciais leves”, acrescenta Siqueira. 
No acumulado do ano houve redução de 10,48% no Rio Grande do Sul e no Brasil foi 1,27% negativo. “Nosso desempenho no acumulado tem puxado o índice nacional para baixo. Embora entendamos as atuais dificuldades do Estado, muito há o que se pensar nas políticas do Rio Grande do Sul, em se tratando de competitividade. Não podemos deixar de considerar que ainda estamos lidando com uma outra questão que modifica o comportamento da sociedade que é a epidemia do coronavírus, que iniciou na China e chega a todos os cantos do planeta. Muitas montadoras suspenderam viagens, mesmo as dentro do território nacional. Notícias dão conta que, no mês de fevereiro, na China as vendas de automóveis caíram 80%. O setor de peças começa a sentir uma limitação nos estoques. Como vamos lidar com a questão passa por três aspectos: poder econômico, condição financeira do nosso estado para questões de saúde; estatística que passa por quem divulga a notícia e que pode mudar o resultado e ainda, questão política, no qual, protocolos de determinados governos podem ou não divulgar a realidade dos fatos”, finaliza o presidente.
Comentários CORRIGIR TEXTO