Porto Alegre, sábado, 26 de setembro de 2020.
Dia Nacional dos Surdos.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 26 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Agronegócios

- Publicada em 03h00min, 02/03/2020.

Carne e clima fazem leite subir 3,6% no Brasil e coronavírus pode puxar alta

O preço do leite pago ao produtor brasileiro em fevereiro deste ano teve aumento de 3,6% (cerca de cinco centavos) em comparação a janeiro. Pesquisa, realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, aponta que movimento de alta já é observado pelo terceiro mês seguido e é influenciado pela queda na produção da matéria-prima, devido a alterações climáticas e fatores externos, como a peste suína na China em 2019.
O preço do leite pago ao produtor brasileiro em fevereiro deste ano teve aumento de 3,6% (cerca de cinco centavos) em comparação a janeiro. Pesquisa, realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, aponta que movimento de alta já é observado pelo terceiro mês seguido e é influenciado pela queda na produção da matéria-prima, devido a alterações climáticas e fatores externos, como a peste suína na China em 2019.
"O primeiro problema foi a questão da estiagem, sobretudo no sul do país, que é região leiteira. Com o pasto prejudicado, a produção de leite acaba diminuindo, a oferta fica menor e, logo, o preço sobe", explica Juliana Inhasz, professora do Insper. A especialista afirma que outro fator ligado diretamente ao aumento do preço do leite é a alta nos preços da carne bovina, verificada no final do ano passado.
Com a peste suína na China e o crescimento das exportações da proteína de boi para o país asiático, o preço interno do produto no Brasil teve seguidas altas. Em decorrência disso, produtores de gado leiteiro passaram a ver mais vantajosa a substituição por gado de corte.
"Como o preço da carne estava muito atrativo para o produtor, muitos começaram a fazer o abate. Não é o ideal, mas é um grau de manobra praticado. Esse movimento também fez diminuir a oferta de leite no mercado, o que impactou não apenas o preço do produto, mas de seus derivados", diz a professora do Insper. Os preços ao consumidor final também começam a sentir o impacto, ainda que de forma tímida. Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), entre dezembro de 2019 e janeiro deste ano, o leite teve alta de 0,84% nas prateleiras, enquanto seus derivados acumulam alta de 0,6% no mesmo período. "Mesmo não sendo aumentos tão expressivos, é preciso ter em mente que o leite é um alimento bastante consumido pelo brasileiro, e que acaba pesando principalmente para as classes mais baixas", explica Juliana.
De acordo com a pesquisa do Cepea, da Esalq-USP, os preços do leite em março (que são referentes ao produto captado em fevereiro) não deverão ter grandes variações em relação a fevereiro (com captação em janeiro). A incerteza da economia mundial frente ao coronavírus no entanto, coloca em xeque a assertividade de quaisquer projeções futuras.
Comentários CORRIGIR TEXTO