Porto Alegre, quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Petróleo

20/02/2020 - 17h59min. Alterada em 20/02 às 17h59min

Petroleiros suspendem greve da Petrobras para iniciar rodada de negociação

A suspensão da greve foi definida após indicação da Federação Única dos Petroleiros

A suspensão da greve foi definida após indicação da Federação Única dos Petroleiros


RITA CARDOSO/SINDIPETRO/DIVULGAÇÃO/JC
Os petroleiros suspenderam a greve da Petrobras, iniciada no dia primeiro deste mês, para iniciar uma nova rodada de negociação com a direção da estatal, sob a intermediação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra. Os dois lados divergem, principalmente, sobre a demissão de pelo menos 400 trabalhadores da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná.
Os petroleiros suspenderam a greve da Petrobras, iniciada no dia primeiro deste mês, para iniciar uma nova rodada de negociação com a direção da estatal, sob a intermediação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra. Os dois lados divergem, principalmente, sobre a demissão de pelo menos 400 trabalhadores da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná.
O presidente da estatal, Roberto Castello Branco, antecipou, porém, que os contratos de trabalho vão ser suspensos, independentemente da negociação de sexta (21).
"A decisão está fechada", disse o executivo, durante a coletiva de imprensa para detalhar o resultado financeiro de 2019.
Ele afirmou também que a empresa tem capacidade de suportar uma greve de longo prazo e classificou como "terroristas" uma parcela dos manifestantes que supostamente teriam coagido um ex-funcionário que havia sido contratado para a equipe de contingência.
A suspensão da greve, que durou 20 dias, foi definida na tarde desta quinta-feira (20), após indicação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), segundo fonte.
Se não houver um acordo, o sindicato vai indicar a retomada do movimento.
Os primeiros desligamentos na Ansa iriam acontecer no dia 14 de fevereiro. Mas foram suspensos até o início de março por determinação do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), para que também o sindicato local retome a conversa com a direção da empresa.
Ao contrário dos sindicatos, que falam em 1 mil desempregados, a estatal reconhece responsabilidade pelos 396 contratados diretos. "Não existe essa história de 1 mil empregados. O restante é dos fornecedores", disse Castello Branco.
A Petrobras atribui o fechamento da fábrica de fertilizantes aos sucessivos prejuízos que a Ansa estaria acumulando ao longo de anos. "Não é justo que a Petrobras carregue esse prejuízo para sempre", afirmou.