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Agronegócios

- Publicada em 21h12min, 13/02/2020. Atualizada em 21h12min, 13/02/2020.

Vacinação contra aftosa ocorrerá em março

Rio Grande do Sul pretende seguir os passos do Paraná, que já é considerado zona livre sem vacinação

Rio Grande do Sul pretende seguir os passos do Paraná, que já é considerado zona livre sem vacinação


/THAIS D'AVILA/IMPRENSA FUNDESA/DIVULGAÇÃO/JC
O Rio Grande do Sul vai antecipar a vacinação do rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa. O aval foi dado pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, durante reunião com o governador Eduardo Leite, o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, e parlamentares federais e estaduais, além de representantes do setor produtivo rural, na quarta-feira, em Brasília.
O Rio Grande do Sul vai antecipar a vacinação do rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa. O aval foi dado pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, durante reunião com o governador Eduardo Leite, o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, e parlamentares federais e estaduais, além de representantes do setor produtivo rural, na quarta-feira, em Brasília.
A antecipação faz parte da estratégia do Estado para ser declarado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) como livre de aftosa sem vacinação, a fim de obter, num segundo momento, o reconhecimento internacional dessa condição pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). "O Rio Grande do Sul tem que ficar um ano sem vacinar para conseguir a retirada da vacina, e precisamos fazer o pedido para o fim da imunização um ano antes do julgamento da OIE - que se reúne no mês de maio. Por isso, precisamos vacinar o rebanho em março. Se fizéssemos a vacinação no período normal, em maio deste ano, não conseguiríamos retirar em 2021, mas apenas em 2022", explica Covatti Filho.
Além disso, ao antecipar a aplicação da vacina para março, o Rio Grande do Sul teria condições de ter novo status sanitário reconhecido pela OIE ao mesmo tempo que o estado do Paraná, que obteve em setembro, do governo federal, a condição de área livre de febre aftosa sem vacinação. No entanto, como em maio deste ano os criadores daquele estado não terão completado um ano sem o uso da vacina, o pedido paranaense só será julgado pela OIE na reunião de maio de 2021. "Dessa forma, ao antecipar a vacinação gaúcha, podemos obter o reconhecimento internacional do novo status junto com o Paraná", afirma o secretário.
Conforme Covatti Filho, a vacinação do rebanho no Rio Grande do Sul ainda não tem data definida, mas deverá ser feita na primeira quinzena de março - em outros anos ocorria em etapas em maio e novembro. A definição do dia para o início da campanha contra aftosa no depende ada disponibilidade dos laboratórios que produzem a vacina.
Além disso, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) está fazendo uma série de seminários regionais em todo o Estado para expor aos criadores de gado e entidades do agronegócio os resultados da auditoria que o Ministério da Agricultura fez na defesa agropecuária gaúcha. Segundo o secretário, na próxima semana as entidades representativas da pecuária do Estado devem informar oficialmente o governo gaúcho se apoiam ou não a nova condição sanitária. "Só então, com respaldo das entidades, é que o governo do Estado vai decidir se pede ao Mapa a mudança do status do nosso Estado", afirmou Covatti Filho.
 
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