Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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indústria automotiva

Notícia da edição impressa de 13/02/2020. Alterada em 12/02 às 21h02min

Setor de implementos começa 2020 em alta

Exportações recuaram 34% no ano passado

Exportações recuaram 34% no ano passado


MARCIO CAMPOS/DIVULGAÇÃO/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
A indústria de implementos rodoviários entregou ao mercado interno, em janeiro, 8.559 unidades, incremento de 6,5% sobre igual período de 2019. Ao contrário do fechamento do ano passado, e como era aguardado pelo setor, o segmento de implementos leves, conhecidos como carroceria sobre chassi, teve desempenho melhor que o de pesados, de veículos rebocados. Mesmo assim, teve volumes menores de produção.
A indústria de implementos rodoviários entregou ao mercado interno, em janeiro, 8.559 unidades, incremento de 6,5% sobre igual período de 2019. Ao contrário do fechamento do ano passado, e como era aguardado pelo setor, o segmento de implementos leves, conhecidos como carroceria sobre chassi, teve desempenho melhor que o de pesados, de veículos rebocados. Mesmo assim, teve volumes menores de produção.
"Começar o ano com resultado positivo é sinal que a curva ascendente de negócios, iniciada em 2019, poderá prosseguir em 2020", avalia Norberto Fabris, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).
O segmento de pesados, que reúne reboques e semirreboques, registrou 4.646 unidades emplacadas, incremento de quase 6% sobre o mesmo mês de 2019. O maior volume foi de basculantes, com 1 mil 55 emplacamentos, e alta de 14%. A família de baús carga geral foi a de melhor desempenho, de 45%, com 413 produtos. Outros oito produtos também tiveram incremento, variando de 5% a 43%. Os graneleiros, que tradicionalmente lideram o segmento, tiveram recuo de 21%, para 952 unidades. Também apresentaram variação negativa modelos florestais, tanques de inox e porta-contêiner. No setor de carroceria sobre chassis foram emplacadas 3.913 unidades, incremento de 8%. Das sete famílias, apenas graneleiro/carga geral apresentou recuo de 8%, para 984 produtos. O maior número se concentrou em baú alumínio/frigorífico, com 1.647 implementos, e alta de 13%. Em linha com o fechamento do ano passado, quando avançou 230%, as betoneiras apresentaram alta de 55%.
Historicamente, o total de carrocerias sobre chassis mantém uma relação de 1,8 a dois produtos por reboque e semirreboque. Essa relação não foi atingida em 2019 e segue da mesma forma no primeiro mês de 2020. "Ainda há demanda reprimida nos negócios relacionados ao mercado de logística nas cidades. Se a atividade econômica no mercado de varejo responder com mais força, poderemos ter crescimento mais consistente nas vendas de produtos da linha leve", projeta Fabris.
No ano passado, as exportações de implementos rodoviários sofreram recuo de 34%, para pouco mais de 2,7 mil unidades. Para viabilizar novos negócios externos, a Anfir e a ApexBrasil lideram uma missão empresarial a Bogotá, na Colômbia, nos dias 18 e 19 de fevereiro. O grupo terá 19 empresas, das quais as gaúchas Aspock e Forbal, de Flores da Cunha; Hidromas, Hyva do Brasil, Randon e Silpa, de Caxias do Sul; Randon-Triel, de Erechim; Rodotécnica, de Bento Gonçalves; Rhodoss, de Estrela; e Fibrasil, de Farroupilha.
É a terceira vez que a indústria brasileira de implementos rodoviários vai à Colômbia. A primeira foi em junho de 2016, em Bogotá, e a segunda, em agosto de 2018, em Medellín. "A cada missão, as empresas brasileiras aprofundam seus contatos no país visitado", afirma Mario Rinaldi, diretor-executivo da Anfir.