Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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juros

Notícia da edição impressa de 12/02/2020. Alterada em 12/02 às 03h00min

Copom mantém cenário básico para a inflação

Após cortar a Selic (a taxa básica da economia) de 4,50% para 4,25% ao ano e comunicar a interrupção do ciclo de redução nos juros, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve seu cenário básico com fatores de risco para inflação em ambas as direções. Na ata do encontro do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira, o BC manteve, de um lado, a avaliação de que o nível ainda elevado de ociosidade na economia pode continuar produzindo uma trajetória de inflação abaixo da esperada.
Após cortar a Selic (a taxa básica da economia) de 4,50% para 4,25% ao ano e comunicar a interrupção do ciclo de redução nos juros, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve seu cenário básico com fatores de risco para inflação em ambas as direções. Na ata do encontro do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira, o BC manteve, de um lado, a avaliação de que o nível ainda elevado de ociosidade na economia pode continuar produzindo uma trajetória de inflação abaixo da esperada.
Por outro lado, o BC pontuou que o atual grau de estímulo - com a taxa Selic no menor nível da história - pode acabar elevando a inflação para acima do esperado no horizonte relevante da política monetária. O Copom lembra que os cortes na taxa básica de juros atuam com defasagens sobre a economia.
O BC aponta, ainda, que, dado o atual nível da Selic, o risco de uma inflação maior que a esperada se intensifica caso as transformações na intermediação financeira e no mercado de crédito e capitais aumentem a potência da política monetária.
O risco de inflação mais alta também fica maior em caso de deterioração do cenário externo para as economias emergentes ou em caso de frustração sobre a continuidade das reformas na economia brasileira.
O BC avaliou na ata que existem "múltiplas incertezas no que tange ao atual grau de ociosidade, à velocidade de recuperação da economia e ao aumento da potência da política monetária, que atua com defasagens na economia". Em função disso, conforme o BC, "é importante observar os efeitos do ciclo de estímulo monetário iniciado em 2019".
Na semana passada, o Copom promoveu o quinto corte consecutivo da taxa Selic. Em suas comunicações, incluindo a ata desta terça-feira, o BC vem sinalizando que não pretende promover novo corte no encontro de março do colegiado, por conta das reduções já promovidas e dos efeitos defasados do ciclo.