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Comércio exterior

- Publicada em 03h00min, 06/02/2020. Atualizada em 11h23min, 06/02/2020.

Crise argentina reduz exportações de empresas de Caxias do Sul

Mercado de trabalho é outro fator que preocupa na cidade

Mercado de trabalho é outro fator que preocupa na cidade


/CLAITON DORNELLES/arquivo/JC
O ano passado foi marcado por duas situações bastante complexas, que devem pautar debates ao longo de 2020. Uma se refere ao mercado externo, que apresentou recuo de 17% nas exportações, totalizando US$ 685 milhões, o menor valor em 10 anos, superior apenas ao de 2009, que foi de US$ 632 milhões.
O ano passado foi marcado por duas situações bastante complexas, que devem pautar debates ao longo de 2020. Uma se refere ao mercado externo, que apresentou recuo de 17% nas exportações, totalizando US$ 685 milhões, o menor valor em 10 anos, superior apenas ao de 2009, que foi de US$ 632 milhões.
A causa principal é a crise da Argentina, a qual o mercado caxiense tem forte dependência. Em 2017, o país vizinho respondeu por 18,95% das exportações locais; em 2019, por apenas 6,5%, passando a ser o quarto destino. "As vendas para a Argentina não devem se recuperar no curto prazo", avalia Alexander Messias, diretor da CIC.
Desde 2017, o Chile é o principal destino dos produtos caxienses, tendo respondido por 25% no ano passado. A preocupação é que a crise política do país possa gerar entraves aos negócios. Os Estados Unidos avançaram dois pontos, para 12%, e o México subiu de 5,5% para 7%. A China perdeu participação, de 5,5% para 2,5%.
Já as importações foram elevadas em 9,5%, para US$ 415 milhões, a quarta alta desde 2016. Neste período, o incremento foi praticamente o dobro. Com 33%, a China é a principal origem dos produtos, seguindo-se Estados Unidos, com 14%. Os incrementos mais representativos foram da Suécia, que passou de 1,3% para 6,2%; e da Índia, de 2,5% para 4,4%. Itália, com 10%, e Alemanha, com 6,5%, perderam participações.
Outro cenário preocupante é o do mercado de trabalho. Após a criação de 5.132 vagas em 2018, o número caiu para inexpressivas 100 novas vagas, elevando o estoque para 163.179 empregos formais. As indústrias de transformação e civil fecharam 934 postos no ano passado, reduzindo sua participação no total para 44%. No melhor ano, em 2013, quando a cidade empregava formalmente 183.173 pessoas, o setor respondia por 50%. O espaço foi ocupado por mais vagas no comércio e nos serviços.
Na avaliação de Alexander Messias, a recuperação dessas 20 mil vagas perdidas não ocorrerá imediatamente, mas somente no longo prazo. Para Maria Carolina Gullo, essa realidade será comum a trabalhadores de todas as áreas. "A tecnologia já está aí e veio para ficar. Vagas estão sendo fechadas em função desses avanços em todos os segmentos", alertou. Messias prega como necessária a adoção de políticas públicas para adaptação das pessoas a esses novos cenários, que também irão gerar, de forma geral, salários inferiores aos atuais.
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