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mercado financeiro

- Publicada em 11h52min, 24/01/2020. Atualizada em 11h52min, 24/01/2020.

Depois de dois dias de alta, Ibovespa recua apesar de valorização no exterior

Depois de dois dias seguidos de alta, o Ibovespa passa por um ajuste na manhã desta sexta-feira (24). Na quinta-feira, fechou com elevação de 0,96%, aos 119.527,63 pontos, novo recorde de encerramento. Mais cedo, acentuou a realização de lucros, passando a operar na faixa dos 118 mil pontos, depois de alcançar a máxima de 119.593,10 pontos.
Depois de dois dias seguidos de alta, o Ibovespa passa por um ajuste na manhã desta sexta-feira (24). Na quinta-feira, fechou com elevação de 0,96%, aos 119.527,63 pontos, novo recorde de encerramento. Mais cedo, acentuou a realização de lucros, passando a operar na faixa dos 118 mil pontos, depois de alcançar a máxima de 119.593,10 pontos.
"É natural esse movimento, após dois dias consecutivos de elevação", afirma um operador. Às 11h25min, o Ibovespa estava em 119.007,40 pontos, com recuo de 0,44%, na contramão das bolsas internacionais.
De acordo com o operador, os dados de emprego formal de 2019, informados nesta sexta pelo governo, foram bem recebidos por reforçar a percepção de continuidade de retomada, embora ainda de forma lenta. Ele explica que após a valorização das ações do setor financeiro, hoje, passam por realização, o que empurra o Ibovespa para baixo. "Ontem, os bancos - que estão atrasados em relação a outros papéis - subiram, e hoje é normal devolver um pouco o ganho", completa.
Também para Daniel Meireles, responsável pela mesa de renda variável da ALL Investimentos, não há outro motivo que justifique a queda na B3 se não a realização. Ele cita que assim que os números do Caged do ano passado foram informados, houve desaceleração no declínio na Bolsa brasileira. "Vieram acima do esperado. De forma geral, foram positivos, até porque o ritmo de redução na taxa de desemprego é um dado importante para tentar medir a velocidade da retomada", observa.
Ainda pesa na B3, a queda do petróleo internacionalmente, influenciados por temores de que a epidemia de coronavírus na China comprometa a perspectiva econômica e afete a demanda pela commodity, já que o país é um grande importador de matéria-prima.
"O desempenho das commodities sempre afeta um pouco mais os emergentes, mas a Bolsa brasileira tem tido comportamento até melhor. A expectativa de aceleração da economia interna, enquanto espera-se desaceleração de outras economias, pode explicar parte desse movimento", descreve Julio Erse, diretor de gestão de carteiras da Constância Investimentos.
A despeito da queda do Ibovespa, a alta das bolsas norte-americanas atenua um pouco as perdas, após a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de não classificar o novo coronavírus iniciado na China como uma emergência global.
Além disso, a perspectiva de avanço da reforma tributária, como sinalizou ontem em Davos o ministro da Economia, Paulo Guedes, e que já contribuíra com o otimismo ontem no fim do dia, pode continuar ecoando no mercado. Na quinta, houve até rumores de entrada de fluxo externo para a B3 após a fala do ministro.
"A afirmação deu confiança a investidores no exterior, mas é preciso aguardar para ver o que de fato será feito concretamente", avalia Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM. Guedes afirmou que mandará as propostas para a reforma tributária tão logo o Congresso retorne do recesso e que foi muito demandado pelos investidores.
Conforme Monteiro, sem dúvida, se de fato houve entrada de recursos externos ontem na B3 é um bom sinal. No entanto, lembra que o fluxo ainda está negativo, em R$ 8,492 bilhões em janeiro.
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