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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 22/01 às 18h45min

Petróleo fecha em queda com temor de surto de novo tipo coronavírus

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quarta-feira (22), ainda na esteira da cautela que se mantém com temor de um surto do novo coronavírus que atingiu a China e já se espalha para outros países. Investidores também estão à espera de novos dados sobre os estoques dos Estados Unidos, que serão divulgados pelo American Petroleum Institute (API) após o fechamento do mercado.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quarta-feira (22), ainda na esteira da cautela que se mantém com temor de um surto do novo coronavírus que atingiu a China e já se espalha para outros países. Investidores também estão à espera de novos dados sobre os estoques dos Estados Unidos, que serão divulgados pelo American Petroleum Institute (API) após o fechamento do mercado.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para março caiu 2,81%, a US$ 56,74 o barril. O contrato do Brent para o mesmo mês recuou 2,14%, a US$ 63,21 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Enquanto autoridades sanitárias se esforçam com medidas para conter uma epidemia de um novo tipo de coronavírus, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o surto "está sob controle". Mas as manchetes de mais casos da doença, que chegou a Hong Kong, sustentaram o clima de cautela. Em relatório sobre a commodity, o ING diz que "a pressão mais recente sobre os preços do petróleo parece refletir as preocupações crescentes com o surto do vírus de Wuhan, e o impacto potencial que isso pode ter".
Segundo o economista-chefe do ING para a Ásia, Robert Carnell, o potencial de temor desse novo vírus é comparável ao movimento provocado pela última epidemia de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave). "O impacto da doença foi maciço na economia de alguns países, mas quase todo indireta, devido ao comportamento de precaução da população", lembra o analista. "Não sou médico, mas acho que entendo a natureza humana o suficiente para perceber o potencial de outro golpe econômico ao crescimento a partir dessa fonte novo coronavírus".
Estadão Conteúdo
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