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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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agronegócios

Edição impressa de 23/01/2020. Alterada em 23/01 às 03h00min

Estado já possui 81 municípios em emergência

Perdas nas lavouras de milho já estão mais consolidadas, explica federação das cooperativas agropecuárias

Perdas nas lavouras de milho já estão mais consolidadas, explica federação das cooperativas agropecuárias


/FECOAGRO/DIVULGAÇÃO/JC

Segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil, já são 81 municípios do Rio Grande do Sul que decretaram situação de emergência devido à estiagem. Outras 11 localidades estão registradas no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, obtendo o reconhecimento de situação de emergência.

Segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil, já são 81 municípios do Rio Grande do Sul que decretaram situação de emergência devido à estiagem. Outras 11 localidades estão registradas no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, obtendo o reconhecimento de situação de emergência.

No total, 91 cidades já tiveram perdas causadas pela falta de água. Em algumas localidades, a seca prejudicou até 90% da cultura, como em Ernestina, onde se estima que a falta de chuva tenha comprometido entre 80% e 90% da área de milho; 95% do território ocupado por pastagens; e entre 50% e 60% da soja precoce.

Nesta quarta-feira, 10 dias depois do primeiro levantamento, a Rede Técnica Cooperativa (RTC), a pedido da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro-RS), apresentou uma segunda estimativa das perdas com a estiagem na safra gaúcha. Com isso, na soja, a redução fechou em 18,9% e, no milho, em 30% nesse estudo.

No levantamento anterior, de 7 de janeiro, as perdas na cultura da soja eram estimadas em 13% enquanto no milho o valor era de 33%. A análise, antes feita de forma linear, agora considera uma média ponderada em uma área pesquisada de 3,2 milhões de hectares de soja e 337 mil hectares de milho. Foram consultadas 22 cooperativas que compõem a RTC.

No caso do milho, houve uma avaliação mais detalhada, que mostrou algumas regiões, como a das Missões e de Santa Rosa, por exemplo, com boas áreas e pouca quebra, o que fez com que as perdas, em relação ao primeiro levantamento, diminuíssem o percentual. Quanto à soja, segundo o estudo, houve o inverso, com quedas mais acentuadas em regiões tradicionais de plantio muito intenso aumentando as perdas até o momento para 18,9%, ou seja, praticamente 50% a mais de prejuízos que o levantamento anterior.

A FecoAgro-RS lembra sempre que esse quadro de perdas, principalmente da soja, pode ser agravado se, para a frente, houver condições de clima desfavoráveis. Já no milho, os números estão mais consolidados, já que o Estado tem uma boa parte de área colhida e a maioria das perdas - onde houve - já está definida.

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