Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 22 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Agronegócios

22/01/2020 - 10h50min. Alterada em 22/01 às 11h04min

Preço recebido pelo produtor rural tem alta média de quase 11% em 2019

Pecuária foi um dos setores que colaboraram para o resultado positivo, especialmente no final do ano

Pecuária foi um dos setores que colaboraram para o resultado positivo, especialmente no final do ano


WENDERSON ARAUJO/TRILUX/CNA/DIVULGAÇÃO/JC
O Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores (IIPR) acumulado em 2019, beneficiado por diferentes fatores, registrou alta de 10,68%. Um deles é que como o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou seis meses de quedas consecutivas, estabilizando em dezembro com 0,88%, e o indicador fechou o acumulado em 12 meses com - 1,75%. Assim, o bom desempenho do IIPR e a desvalorização do IICP construíram um cenário favorável para maiores margens em relação à safra anterior, de acordo com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).
O Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores (IIPR) acumulado em 2019, beneficiado por diferentes fatores, registrou alta de 10,68%. Um deles é que como o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou seis meses de quedas consecutivas, estabilizando em dezembro com 0,88%, e o indicador fechou o acumulado em 12 meses com - 1,75%. Assim, o bom desempenho do IIPR e a desvalorização do IICP construíram um cenário favorável para maiores margens em relação à safra anterior, de acordo com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).
A expectativa de menor oferta de soja pelos EUA no primeiro semestre do ano passado resultou na alta do preço da commodity no mercado internacional. E com a valorização da taxa de câmbio, o resultado foi ainda melhor. O arroz também teve aumento no preço com o crescimento das exportações em 2019. Já os casos de peste suína africana na China favoreceram o preço dos suínos. Outro fator foi a abertura de novos mercados, que impactou diretamente no preço do boi gordo. Somente em dezembro, o crescimento do IIPR foi de 1,80%. Além das carnes, a falta de chuvas elevou o preço do milho, influenciando no resultado.
Os custos se mantiveram no mesmo patamar devido a uma equalização do aumento do preço dos fertilizantes com a redução dos preços dos agroquímicos, como demonstra o IICP. A economista do Sistema Farsul, Danielle Guimarães, explica que "apesar de um ano de taxa alta no câmbio, a grande oferta de fertilizantes puxou o indicador".
De uma maneira geral, é possível afirmar que foi um ano atípico com aumento de preços e queda nos custos. Danielle comenta que o resultado demonstra bem a diferença entre a inflação no campo e na cidade. "Enquanto o IIPR chegou a 10,68%, o IPCA Alimentos e Bebidas ficou em 6,37%. Já o IPCA teve alta de 4,31%, enquanto o IICP caiu 1,75 ponto. Movimentos bem distantes", avalia.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia