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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de janeiro de 2020.
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Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

20/01/2020 - 11h24min. Alterada em 20/01 às 15h28min

Carência de chuva também afetou produção de citros

Ao contrário de anos anteriores, colheita de bergamota em 2020 não deve ser tão farta

Ao contrário de anos anteriores, colheita de bergamota em 2020 não deve ser tão farta


IVAN DE ANDRADE/PALÁCIO PIRATINI/JC
Thiago Copetti
O cultivo de citros no Rio Grande do Sul não passou imune à estiagem e já afeta uma fruta típica do inverno. A bergamota montenegrina, cultivada em diferentes cidades do Estado, pode ter uma safra reduzida. Isso porque em propriedades como a de César Schu, em São José do Sul, no Vale do Caí, os danos já ocorreram.
O cultivo de citros no Rio Grande do Sul não passou imune à estiagem e já afeta uma fruta típica do inverno. A bergamota montenegrina, cultivada em diferentes cidades do Estado, pode ter uma safra reduzida. Isso porque em propriedades como a de César Schu, em São José do Sul, no Vale do Caí, os danos já ocorreram.
Com o calor e a falta de chuva, conta o produtor, boa parte da bergamota montenegrina semeada em cinco hectares caiu do pé antes de se formar. A produção normal obtida de Schu, de 2,5 mil caixas da fruta (com 25 quilos cada) terá um baque.
“Eu calculo uma perda de 25%. Meu cunhado diz que será maior, de até 50%. Só vamos ter certeza lá na metade do ano, quando colocar essa colheita no mercado”, diz o produtor.
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Derli Bonine, assistente técnico da Emater de Lajeado, trabalha diretamente com a citricultura no Estado e afirma que, como consequência de déficit hídrico severo recente, as folhas das laranjeiras, bergamoteiras e limoeiros se curvam, reduzindo a área de transpiração. E dependendo da intensidade da seca, as folhas e frutos jovens caem.
Com isso, diz Bonine, os frutos maduros, ou próximos da maturação, desidratam, estabelecendo fluxo inverso de água. Assim, a água migra dos frutos para as folhas, gerando alteração sensível na qualidade. Na sequência da falta de chuva, folhas e os frutos podem cair e a planta como um todo corre o risco de secar.
No município de Bom Princípio, um dos principais produtores da lima ácida Tahiti, o conhecido limãozinho verde, toda a área de citricultura está sendo atingida pela estiagem que se estabeleceu desde dezembro, diz Bonine.
“Vários produtores procuraram a Emater para relatar a morte de plantas no pomar, plantas jovens e de plantas com mais de 10 anos. Além da mortalidade causada pela estiagem, os frutos estão secos e sem suco. Tem produtor levando água com o trator até o pomar para evitar mais perdas”, conta o assistente técnico da Emater.
Outro impacto com o baixo desenvolvimento das frutas em parte das propriedades é que poucos agricultores iniciaram o raleio das bergamoteiras. O raleio é a retirada de parte das frutas pequenas, para que as frutas remanescentes fiquem mais graúdas.
“Os citricultores que estão fazendo o raleio estão colocando a fruta no chão e não tem calibre nem para a venda à indústria que fabrica o óleo essencial da bergamotinha verde (usado pela indústria de cosméticos e perfumes)”, diz Bonine.
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