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Porto Alegre, terça-feira, 14 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 14/01 às 18h57min

Bolsa de São Paulo vira no fim e fecha em alta de 0,26%, aos 117.632,40 pontos

O Ibovespa ensaiou depois das 16h uma acentuação do ajuste negativo, em linha com a perda de fôlego em Nova Iorque, especialmente do Dow Jones, que concentra ações do setor industrial e com exposição a exportações. Mas o fluxo acabou segurando o principal índice da B3, que passou a subir levemente na hora final de negócios, para fechar a terça-feira (14) aos 117.632,40 pontos, em alta de 0,26%, tendo oscilado entre mínima de 116.609,75 e máxima de 117.705,16 pontos ao longo da sessão.
O Ibovespa ensaiou depois das 16h uma acentuação do ajuste negativo, em linha com a perda de fôlego em Nova Iorque, especialmente do Dow Jones, que concentra ações do setor industrial e com exposição a exportações. Mas o fluxo acabou segurando o principal índice da B3, que passou a subir levemente na hora final de negócios, para fechar a terça-feira (14) aos 117.632,40 pontos, em alta de 0,26%, tendo oscilado entre mínima de 116.609,75 e máxima de 117.705,16 pontos ao longo da sessão.
Em NY, os três índices se dividiram entre leves ganhos e perdas. Mais cedo, o índice blue chip de Nova York era impulsionado pela expectativa para o acordo EUA-China e pelo início, em geral positivo, da temporada de balanços. A perda de força decorreu de notícia da Bloomberg TV, que reportou que as tarifas dos EUA sobre a China devem permanecer em vigor até depois das eleições americanas de novembro, apesar do acordo inicial entre os dois países, que deve ser assinado amanhã. Por outro lado, a temporada de balanços em Wall Street começou de forma positiva nesta terça-feira, 14, com números acima do esperado para os bancos JPMorgan e Citi.
Por volta das 16h30, sem direção única em NY, o principal índice da B3 voltava a limitar as perdas, para fechar o dia em alta moderada, após ter interrompido, no dia anterior, uma série negativa de seis pregões. Encadeando a segunda sessão de retomada, o Ibovespa preservou a linha de 117 mil pontos, acumulando até aqui ganho de 1,72% no mês e de 1,84% na semana. O giro financeiro foi de R$ 21,1 bilhões, em linha com as últimas sessões, nas quais o volume tem superado R$ 20 bilhões.
"O dia era quase de zero a zero, com o mercado aguardando algumas entregas, entre elas a do que o Copom fará em fevereiro, se cortará ou não os juros", disse o economista-chefe da Necton, André Perfeito. Hoje, após a queda, na margem, observada na atividade de serviços em novembro, a curva de juros se moveu um pouco para baixo, com o mercado ainda dividido quanto ao que o Comitê de Política Monetária anunciará ao final da reunião, no dia 5.
Para Perfeito, a leitura de amanhã sobre o varejo pode ajudar o mercado a ter um pouco mais de clareza sobre o próximo passo da política monetária. Ele observa que o Ibovespa mantém o viés positivo para o ano, mas continuará a ser carregado pelo investidor doméstico, em meio à indução proporcionada por juros em mínimas históricas.
Caso se confirme a recuperação dos lucros das empresas brasileiras esperada para o ano, a razão PL das ações tende a cair, reforçando o apelo por compras, com novos pontos de entrada. "Quando os preços caem, o investidor doméstico continua entrando, o que tem impedido uma realização maior. Então, o Ibovespa segue nesse padrão determinado pelo fluxo, com o doméstico comprando, em razão de juros mais baixos por aqui, e o estrangeiro ainda vendendo", aponta um operador, mencionando pessoas físicas, fundos mútuos e mesmo fundos de pensão mostrando interesse por aquisições nos primeiros dias do ano. "A renda fixa deixou de ser uma opção, todos precisarão se adaptar", acrescenta.
Estadão Conteúdo
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