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Porto Alegre, terça-feira, 14 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Edição impressa de 14/01/2020. Alterada em 13/01 às 21h58min

Calor ainda não acelerou vendas de climatização

Algumas lojas já têm trabalhado com preços mais em conta para incentivar as compras

Algumas lojas já têm trabalhado com preços mais em conta para incentivar as compras


MARCO QUINTANA/JC
Adriana Lampert
Nem mesmo as altas temperaturas registradas desde o final do ano passado têm impulsionado as vendas de splits, ventiladores, climatizadores e aparelhos de ar condicionado na Capital. Pelo menos, é o que afirmam lojistas do segmento, que contam com unidades operacionais no Centro de Porto Alegre, onde o fluxo de pessoas tem sido fraco. Ainda assim, a expectativa é de que em fevereiro, com as liquidações de verão, ocorra crescimento em torno de 20% frente ao ano passado. Algumas lojas já têm trabalhado com preços mais em conta para incentivar as compras.
Nem mesmo as altas temperaturas registradas desde o final do ano passado têm impulsionado as vendas de splits, ventiladores, climatizadores e aparelhos de ar condicionado na Capital. Pelo menos, é o que afirmam lojistas do segmento, que contam com unidades operacionais no Centro de Porto Alegre, onde o fluxo de pessoas tem sido fraco. Ainda assim, a expectativa é de que em fevereiro, com as liquidações de verão, ocorra crescimento em torno de 20% frente ao ano passado. Algumas lojas já têm trabalhado com preços mais em conta para incentivar as compras.
"Não teve aumento de valores em comparação ao ano passado, e estamos realizando promoções semanais, mas por enquanto está tendo muito mais pesquisa por parte dos consumidores, do que aquisições de fato", comenta a vendedora Marilda dos Santos, que atende em uma das lojas da Ponto Frio localizadas na rua Dr. Flores. "Tradicionalmente janeiro é um mês onde a demanda deveria estar mais alta", completa. Nas principais redes que trabalham com o segmento de climatização, os produtos com mais saída têm sido os ventiladores de mesa. Entre os splits, os de capacidade em torno de 9 mil e 12 mil BTUs são os mais vendidos, seguidos por climatizadores.
Segundo a assessoria de imprensa da Colombo, desde a elevação da temperatura no Rio Grande do Sul, a partir de novembro, a rede mais do que duplicou a venda de eletrodomésticos para amenizar o calor. No segmento de ar-condicionado, o incremento foi de 115%, enquanto atingiu 256% entre os ventiladores. "Com este calor intenso, o ventilador tem sido campeão em vendas, principalmente os de linha turbo; mas a saída de splits também está grande", afirma o gerente da unidade do Centro das Lojas Colombo, Giovani Rambo. "Acredito que a maior parte do pessoal está esperando o Liquida Porto Alegre", pondera o gestor, ao comentar que o movimento de público está aquém do esperado.
"Um produto que tem tido bastante sucesso de vendas é o split inverter, no caso da nossa loja em especial das marcas Sansung e L&G." De acordo com o gerente da Colombo da Dr Flores, os preços destes aparelhos tiveram reajuste, mas "nada que pese no bolso" dos consumidores. Também o gerente das lojas Taqui do Centro de Porto Alegre, Alexandre Correa, afirma que as vendas de produtos de climatização têm ocorrido de forma permanente desde o início do verão. "As altas temperaturas estão ajudando na procura por splits, ventiladores, e inclusive ar-condicionado de parede, cujo custo benefício é maior", destaca. Segundo ele, os valores aumentaram cerca de 10% frente ao ano passado.
Desde 2015 a procura por ar-condicionado vem perdendo espaço para a saída de produtos de ventilação, por conta da queda da renda do consumidor. Mas este ano, o ambiente pouco movimentado tem gerado certa tensão entre os comerciários, que precisam bater metas de venda. O gerente adjunto da Magazine Luiza da Dr. Flores, Elson Silva, admite que tanto o fluxo quanto as vendas da loja estão fracos. "Deu uma caída grande. Inclusive nossos gestores regionais estão trabalhando outras estratégias para alavancar as comercializações." Recentemente a empresa realizou uma campanha, onde os resultados foram bastante positivos, pondera Silva. "Mas depois que virou o ano, a demanda diminuiu muito."
Conforme a maioria dos lojistas entrevistados, a princípio há estoques suficientes para dar conta da demanda dos consumidores. Comparando com o verão passado, a expectativa geral é de crescimento em torno de 20% até o fim da estação. Na contramão do que tem ocorrido nos últimos dias, um levantamento recente do Sindilojas Porto Alegre aponta que os gaúchos não devem poupar para buscar amenizar o calor em casa.
Apenas no mês de dezembro, as vendas aumentaram em torno de 14%, segundo o estudo. Naquele período, o produto mais procurado foi o ventilador portátil (64,7%), seguido por ar-condicionado split (32,4%) e ventilador de teto (2,9%). Neste período, somente 3,7% dos lojistas entrevistados estão oferecendo desconto na linha de produtos, com uma média de 15% de redução nos valores. O preço médio dos ventiladores mais vendidos é de R$ 114,00 e do ar-condicionado é de R$ 1.645,00.
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