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Porto Alegre, terça-feira, 14 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

03/01/2020 - 19h14min. Alterada em 03/01 às 19h14min

Bolsas de Nova Iorque fecham em queda com aversão ao risco após escalada de tensão EUA-Irã

O Dow Jones recuou 0,81%, a 28.634,88 pontos, o S&P 500 caiu 0,71%, a 3.234,85 pontos

O Dow Jones recuou 0,81%, a 28.634,88 pontos, o S&P 500 caiu 0,71%, a 3.234,85 pontos


ANDREW BURTON/AFP/JC
As bolsas de Nova Iorque fecharam em baixa nesta sexta-feira (3), um dia depois de terem renovado recordes históricos de fechamento. O mercado acionário americano foi afetado pela aversão ao risco no exterior, com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
As bolsas de Nova Iorque fecharam em baixa nesta sexta-feira (3), um dia depois de terem renovado recordes históricos de fechamento. O mercado acionário americano foi afetado pela aversão ao risco no exterior, com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
O Dow Jones recuou 0,81%, a 28.634,88 pontos, o S&P 500 caiu 0,71%, a 3.234,85 pontos, e o Nasdaq fechou com perdas de 0,79%, a 9.020,77 pontos.
Em pronunciamento na Casa Branca, o presidente americano, Donald Trump, afirmou na tarde desta sexta-feira que o país "agiu para evitar uma guerra e não para começar uma" ao matar o general Qassim Suleimani, comandante das Forças Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã. Trump também disse que os EUA vão "encontrar e eliminar terroristas" e que "o mundo está mais seguro" sem Suleimani.
Segundo oficiais de defesa consultados pela NBC News, os EUA enviarão cerca de 3.500 soldados adicionais ao Oriente Médio após a morte de Suleimani. Depois do ataque americano na noite de ontem, o Irã prometeu "retaliação severa" e o primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul-Mahdi, também condenou a operação.
As tensões entre os dois países aumentaram recentemente quando membros do Kataib Hezbollah, grupo de milícias apoiado pelo Irã, tentaram invadir a embaixada americana em Badgá, em resposta a um ataque dos EUA ao grupo. Os americanos, por sua vez, acusam o Kataib Hezbollah de uma série recente de ataques contra tropas americanas posicionadas no Iraque.
Na avaliação do ING, se as tensões no Oriente Médio continuarem em alta, a queda na demanda por ativos de risco pode levar a uma correção para baixo de 7% a 10% nos mercados acionários globais. Já a Capital Economics, prevê que uma guerra entre EUA e Irã poderia reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) global em cerca de 0,3 ponto porcentual (pp).
O mercado também acompanhou a divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), mas sem efeito nos mercados acionários.
Já o índice das condições empresariais da região de Nova York, elaborado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), caiu de 50,4 em novembro para 39,1 em dezembro. O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Chicago, Charles Evans, afirmou ter ficado "um pouco surpreso" com a queda do indicador, mas ponderou que isso não "abala" sua confiança na economia americana.
Hoje, o subíndice do setor de materiais do S&P 500 liderou as perdas (-1,62%), seguido pelo do setor financeiro (-1,10%) e pelo do setor de tecnologia (-1,06%). Entre as ações importantes negociadas em Wall Street, a multinacional de energia ConocoPhillips subiu 0,37%, a Chevron caiu 0,35% e a Exxon Mobil registrou perdas de 0,80%, apesar da alta nos preços do petróleo.
Estadão Conteúdo
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