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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de dezembro de 2019.
Dia Internacional do Migrante.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 18/12/2019. Alterada em 18/12 às 03h00min

Exportação e consumo interno animam arrozeiros para 2020

Custo passou de R$ 35,77 a saca, em 2014, para R$ 48,68 neste ciclo

Custo passou de R$ 35,77 a saca, em 2014, para R$ 48,68 neste ciclo


/FLÁVIO BURIN /FEDERARROZ/DIVULGAÇÃO/JC
Marcelo Beledeli
Os arrozeiros gaúchos estão otimistas com o mercado em 2020. Com tendência de aumento de exportações do grão e alta do consumo interno, estoques baixos e produção estagnada devido à área plantada menor nesta safra, o preço do cereal deverá ser satisfatório para os produtores. A expectativa da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) é de que o valor da saca possa até passar do patamar de R$ 50,00, considerado como fundamental para o equilíbrio financeiro dos produtores.
Os arrozeiros gaúchos estão otimistas com o mercado em 2020. Com tendência de aumento de exportações do grão e alta do consumo interno, estoques baixos e produção estagnada devido à área plantada menor nesta safra, o preço do cereal deverá ser satisfatório para os produtores. A expectativa da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) é de que o valor da saca possa até passar do patamar de R$ 50,00, considerado como fundamental para o equilíbrio financeiro dos produtores.
Segundo Alexandre Velho, presidente da Federarroz, China e Índia, maiores plantadores e consumidores do grão, reduziram sua produção e aumentaram as compras externas, especialmente dos Estados Unidos. Com isso, outros países que antes se abasteciam do grão norte-americano estão buscando outros fornecedores - e o Brasil está aproveitando esse movimento. Em 2019, as exportações devem somar 1,2 milhão de toneladas, diz a Federarroz, um aumento em relação à média de 1 milhão de toneladas da última década.
Um dos principais novos mercados para o arroz brasileiro é México. Neste ano, os primeiros 11 contêineres com grão beneficiado (cerca de 275 mil quilos) já foram enviados para o mercado mexicano. Para o começo de 2020, está confirmado o envio de mais 20 mil toneladas para o país. "Além disso, países como Iraque e Irã também têm buscado nosso produto", destaca Velho.
No mercado interno, a Federarroz espera um aumento de 2,9% no consumo brasileiro de arroz em 2020, em torno de 11,5 milhões de toneladas. Como a produção nacional esperada é de 10,5 milhões de toneladas (resultado de uma queda na área plantada para menos de 950 mil hectares), haveria uma falta de 1 milhão de toneladas para suprir a demanda brasileiro. E essa situação ocorre em um momento em que os estoques do grão estão baixos, cerca de 370 mil toneladas. "O cenário é favorável para o produtor obter bons preços pela saca", comemora Velho.
No entanto, o dirigente não acredita que um aumento no preço do cereal venha a onerar fortemente o consumidor, como ocorreu com a alta do preço da carne em 2019. "O brasileiro consome, em média, 2,8 quilos de arroz por mês, com um gasto de cerca de R$ 5,66. Se houver um aumento de 20% no preço, o consumidor passaria a gastar em torno de R$ 6,80. Arroz é muito barato", destaca.

Comissão do Arroz da Farsul entrega Troféu Solução

A Comissão do Arroz da Farsul, coordenada por Francisco Schardong, entrega nesta quinta-feira, dia 19, às 19h30, o Troféu Solução. A distinção é entregue a personalidades que se destacaram na defesa da lavoura orizícola do Rio Grande do Sul. Em 2019, os homenageados são o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, Alceu Moreira; o primeiro presidente da Federarroz, Breno Prates da Silveira; o presidente da Associação dos Agricultores de Dom Pedrito, Cristiano Vargas Cabrera; e o empresário cerealista e produtor rural, Valmor Coradini Jr.

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