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Porto Alegre, terça-feira, 03 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 03/12/2019. Alterada em 03/12 às 03h00min

Brasil e Alemanha selam acordo na área sustentável

Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram acordos de cooperação técnica e financeira para incentivar o desenvolvimento sustentável. O acordo prevê aporte financeiro de ¤ 81,9 milhões do governo alemão, sendo ¤ 40,4 milhões para projetos vinculados ao Ministério da Agricultura. Representantes dos dois países reuniram-se, entre os dias 27 e 29 de novembro, no Ministério Alemão para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) em Bonn, para negociações intergovernamentais sobre projetos de cooperação para o desenvolvimento sustentável.

O aporte financeiro será direcionado às seguintes iniciativas: bioeconomia (¤ 14 milhões); proteção florestal, recuperação ambiental e reflorestamentos em pequenas propriedades rurais na Mata Atlântica (¤ 13,1 milhões); inovação nas cadeias produtivas da agropecuária na Amazônia (¤ 7,5 milhões); e implementação do Cadastro Ambiental Rural
(¤ 5,8 milhões).

A delegação brasileira, chefiada pelo embaixador e diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ruy Pereira, foi integrada pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke; pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Flávio Bettarello; e por representantes dos ministérios do Meio Ambiente, da Justiça e Segurança Pública, da Economia, do Público Federal (MPF), Banco Central e Inmetro.

As negociações sobre a cooperação bilateral ocorrem a cada dois anos. Bettarello afirma que esses encontros não são focados "apenas na arrecadação de recursos financeiros e na cooperação técnica que o governo alemão disponibiliza a diversas entidades do Brasil, sempre com anuência do governo federal brasileiro, mas, principalmente, para o alinhamento da visão sobre como os países podem trabalhar juntos".

Essa é a primeira reunião do grupo que ocorre durante o governo do presidente Jair Bolsonaro e que conta com a presença do Ministério da Agricultura. "A participação do Mapa, ocorre, principalmente, pelas atribuições que a pasta ganhou, com a vinda de novas secretarias, como a de Agricultura Familiar e Cooperativismo, e de temas como o da bioeconomia, das cadeias de valor e de inovação. O papel que o Mapa tem, como um grande representante da produção no Brasil, seja agrícola, pecuária, florestal ou extrativista, o torna um ator fundamental nesse processo de negociação", ressalta o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais.

Durante as reuniões, o Brasil destacou a necessidade de que as ações tenham como pilar fundamental a sustentabilidade, como explica o secretário Fernando Schwanke. "A participação do Mapa foi extremamente importante, pois trouxemos os conceitos da sustentabilidade que defendemos no âmbito da agricultura no Brasil e no mundo, como a ministra Tereza Cristina tem dito. Não existe agricultura sem ela ser sustentável nas questões ambiental, social e econômica."

Outro assunto de destaque foi a bioeconomia, que tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões bilaterais. "Esse é um tema no qual colocamos muita luz desde o começo do ano. Lançamos o programa Bioeconomia Brasil - Sociobiodiversidade, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, e ele já começa a dar frutos, tanto que conseguimos recursos adicionais de ¤ 10 milhões para que essa questão seja trabalhada no Brasil. O resultado das negociações foi muito positivo para o ministério", diz Schwanke.

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