Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 29 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Conjuntura

Edição impressa de 29/11/2019. Alterada em 29/11 às 03h00min

Seminário destaca apoio da sociedade a mudanças econômicas

Segundo Paulo Hartung, não existe liderança real do Executivo

Segundo Paulo Hartung, não existe liderança real do Executivo


/TÂNIA MEINERZ/DIVULGAÇÃO/JC
O apoio da sociedade brasileira a medidas liberalizantes e de equilíbrio fiscal tem crescido, mas o governo não tem conseguido liderar de forma efetiva esse processo, e corre o risco de perder a "janela de oportunidade" para fortes mudanças econômicas. Essa foi a avaliação dos palestrantes do 21º Seminário Econômico da Fundação Família Previdência, realizado nesta quinta-feira (28) no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre. No encontro, que contou com palestras de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central; Paulo Hartung, consultor econômico e ex-governador do Espírito Santo; e o comentarista e cientista político Carlos Melo, foram abordadas as perspectivas para 2020 nos cenários macroeconômicos e político
O apoio da sociedade brasileira a medidas liberalizantes e de equilíbrio fiscal tem crescido, mas o governo não tem conseguido liderar de forma efetiva esse processo, e corre o risco de perder a "janela de oportunidade" para fortes mudanças econômicas. Essa foi a avaliação dos palestrantes do 21º Seminário Econômico da Fundação Família Previdência, realizado nesta quinta-feira (28) no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre. No encontro, que contou com palestras de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central; Paulo Hartung, consultor econômico e ex-governador do Espírito Santo; e o comentarista e cientista político Carlos Melo, foram abordadas as perspectivas para 2020 nos cenários macroeconômicos e político
Gustavo Franco considera que o Brasil está há pelo menos duas ou três décadas atrasado na agenda de reformas econômicas, e isso por culpa "exclusivamente nossa", independentemente dos diferentes cenários da economia global. Ele reconhece que a aprovação dos ajustes nas regras da Previdência é importante e a agenda de modernização proposta pela equipe econômica está na "direção correta", mas observa que a "intensidade" não é boa.
O ex-presidente do BC afirmou que o mercado confia na manutenção de juros baixos e no alcance das metas de inflação em 2020. Segundo Franco, os movimentos de alta do dólar não devem alterar esse cenário. "O Banco Central tem condições de realizar intervenções para não deixar o câmbio disparar e prejudicar essas condições", destacou.
Já Paulo Hartung afirma que a sociedade está favorável a mudanças que até pouco tempo eram impopulares, como as privatizações. "O sofrimento da população com a crise econômica, a perda de renda e emprego, fizeram com que a sociedade ficasse simpática a pautas que, décadas antes, seriam mais polêmicas, como a reforma da Previdência". No entanto, Hartung nota que não existe uma liderança real do Executivo para esse processo de transformação. "Esse governo é uma mistura de diferentes agendas e grupos, e a pauta da economia não fazia parte de seus interesses originais", destacou.
Carlos Melo, por sua vez, entende que o presidente Jair Bolsonaro não pode fugir da responsabilidade de liderar o processo de mudanças e de fazer maioria no Congresso para aprova-las. "O governo conseguiu a façanha de ficar contra o próprio partido. Boa parte da pauta econômica é tocada pela habilidade do Rodrigo Maia como presidente da Câmara. Mas, em 2020, os líderes do Congresso serão trocados, e não temos como garantir tudo corra bem. Se Bolsonaro tivesse um Eduardo Cunha na liderança da Câmara, o governo estaria perdido", destacou.
O ex-governador do Espírito Santo também elogiou os esforços do governo de Eduardo Leite para o equilíbrio Fiscal no Rio Grande do Sul. "Ele está aprofundando movimentos que o governo anterior fez, e dando a informação responsável para a sociedade do que é preciso fazer. Já tive que fazer três ajustes fiscais, um na prefeitura de Vitória e dois no governo do Espírito Santo, e sei que como podemos ser criticados por fazer a coisa certa", afirmou Paulo Hartung.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia