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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Edição impressa de 21/11/2019. Alterada em 21/11 às 03h00min

BC será mais cauteloso com juros a partir de 2020

Banco não mudará política cambial, disse Campos Neto a deputados

Banco não mudará política cambial, disse Campos Neto a deputados


/PABLO VALADARES/CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC

Qualquer decisão sobre a taxa básica de juros Selic depois deste ano deverá ser tomada com cautela, disse nesta quarta-feira (20), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso, ele disse que a autoridade monetária será mais prudente em 2020.

"O Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a Selic para 5%. Deixamos indicado que entendemos que é possível fazer mais um movimento de igual magnitude e entendemos que qualquer movimento adicional tem que ser feito com cautela", declarou. Ao reduzir a Selic para 5% ao ano, no menor nível da história, o Copom indicou que os juros básicos sofrerão mais uma redução para 4,5% ao ano na próxima reunião, em dezembro.

Sobre a alta do dólar nas últimas semanas, Campos Neto disse que o BC não mudará a política cambial e só tomará alguma providência caso a desvalorização do real afete a inflação, refletindo-se nos preços. Ele reiterou que o principal instrumento para segurar os preços continua a ser a taxa Selic, não intervenções no câmbio.

"O importante para gente é como o câmbio alimenta o canal de inflação. Eu disse que o importante é ver se esse movimento de câmbio está fazendo que a expectativa de inflação, na frente, seja elevada, porque isso acaba contaminando a curva de expectativa da inflação e, se isso estiver acontecendo, obviamente temos que agir, e me referi aos juros e não ao câmbio", disse.

O presidente do BC afirmou que a inflação baixa é o que traz crescimento contínuo. "Perguntas sobre a inflação têm aparecido em menor frequência, o que é ótimo para um banqueiro central. Mas a memória inflacionária ainda é alta no Brasil", acrescentou.

Campos Neto comentou que a polarização política e a guerra comercial entre EUA China afetam investimentos em todo o planeta. Segundo ele, o Brasil, assim como outros países, tem sido vítima de uma conjuntura internacional complicada, que desacelera o comércio e o crescimento econômico globais.

Ásia pode concentrar o crescimento econômico no próximo ano

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou, nesta quarta-feira (20), que o mundo vem passando por um período de revisões de crescimento para baixo. Segundo ele, em 2020 grande parte do crescimento global virá da Ásia, em especial de países como Índia e Indonésia. Ele participou de audiência pública na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), na Câmara dos Deputados.

"Na América Latina, o crescimento em 2020 deve ser maior", acrescentou. Para ele, Brasil e Argentina devem se recuperar no próximo ano, mas o cenário para o Chile ainda é incerto. "Ainda não está claro se acontecimentos recentes no Chile vão afetar o ano que vem", pontuou, em referência à crise política no país.

Campos Neto repetiu a ideia de que a conjuntura econômica atual prescreve "política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da estrutural".

Ele voltou a afirmar que o crescimento econômico de 2019 no Brasil foi afetado por diversos choques e indicou que o reflexo da economia argentina retirou 0,18 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano.

Já o choque da economia global foi responsável pela perda de 0,29 ponto percentual do PIB. O choque trazido pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), retirou 0,20 ponto percentual do PIB. A expectativa de crescimento do PIB de 2019 sem os choques era de 1,59%.

Instituição prepara mutirão para renegociação de dívidas

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira que a instituição anunciará, ainda nesta semana, um mutirão para renegociação de dívidas bancárias. A ideia é que as agências bancárias fiquem abertas além do expediente normal, para promover renegociações de dívidas antes do Natal e do Ano-Novo.

O mutirão estará ligado a cursos de educação financeira. O presidente do BC lembrou que a instituição possui um programa para implementar a educação financeira nas escolas. "É um programa que não deve ter nenhuma notícia específica até o ano que vem", acrescentou.

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