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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Sistema Financeiro

Edição impressa de 13/11/2019. Alterada em 13/11 às 03h00min

Caixa corta pela metade juro do cheque especial

A Caixa Econômica Federal cortou pela metade a taxa de juro do cheque especial em um momento em que Banco Central (BC) e governo vêm pressionando os grandes bancos brasileiros a repassar a queda da Selic para consumidores.
A Caixa Econômica Federal cortou pela metade a taxa de juro do cheque especial em um momento em que Banco Central (BC) e governo vêm pressionando os grandes bancos brasileiros a repassar a queda da Selic para consumidores.
A taxa foi reduzida de 9,99% para 4,99%. Os 9,99% já eram mais baixos que os cobrados pelos bancos privados e fizeram parte de uma primeira rodada do banco público de corte de juros cobrados de seus clientes.
A taxa média do cheque especial é de 12,4% ao mês, a mais baixa do sistema financeiro. Já a Selic está em 5% ao ano, o menor patamar a história.
"A Caixa devolve à sociedade, e em especial aos mais humildes, os resultados recordes que teve, (com) redução para abaixo de 5% (a taxa do cheque especial). É um banco preocupado com a igualdade, com a distribuição de renda. Isso é absolutamente matemático e meritocrático", disse o presidente do banco, Pedro Guimarães.
O custo do cheque especial pouco se mexeu desde que a taxa básica de juros entrou em queda. Os bancos lançaram uma iniciativa de autorregulação em que ofereceriam um crédito alternativo para que o cliente pudesse trocar o cheque especial por um mais barato.
Ainda assim a inadimplência voltou a subir: estava em 15,6% em setembro, só menor que a do rotativo do cartão de crédito (36,1%). Para tentar reduzir a taxa de juros da linha, o Banco Central estuda permitir que os bancos cobrem tarifa para que o cliente tenha acesso ao cheque especial, o que hoje é proibido.
Os bancos alegam que essa medida ajudaria a reduzir o custo da linha porque, atualmente, os clientes têm crédito disponível e não necessariamente pagam juros por esse valor. Isso significa que o dinheiro separado do banco não é remunerado. A medida faria com que toda a parcela destinada a linha serviria para remunerar instituições financeiras.
A Caixa anunciou ainda nova linha de crédito imobiliário indexado ao IPCA, com taxas a partir de 2,95% ao ano mais o IPCA, representando uma parcela 40% menor em relação ao financiamento indexado à TR.
 
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