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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Edição impressa de 11/11/2019. Alterada em 10/11 às 21h34min

Natal 2019 deve ser o melhor dos últimos seis anos

Roupas estão entre os presentes preferidos na época natalina

Roupas estão entre os presentes preferidos na época natalina


FREEPIK.COM/ARQUIVO/JC
Carlos Villela, com agências
Contando com um cenário aparentemente favorável para o aumento do poder de consumo, como inflação baixa, maior oferta de crédito e liberação do saque de parte do ativo do FGTS, o varejo no Rio Grande do Sul se prepara para um aumento de vendas para o Natal deste ano.
Contando com um cenário aparentemente favorável para o aumento do poder de consumo, como inflação baixa, maior oferta de crédito e liberação do saque de parte do ativo do FGTS, o varejo no Rio Grande do Sul se prepara para um aumento de vendas para o Natal deste ano.
De acordo com Paulo Kruse, presidente do Sindilojas Porto Alegre, as pesquisas sobre estimativa de vendas no Natal ainda estão em andamento, mas se projeta um crescimento entre 5% e 6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre outros fatores que sugerem crescimento das vendas de Natal, Kruse destaca os juros baixos, a perspectiva otimista em relação ao próximo ano e o volume de compras efetuadas pelo comércio nos meses de agosto e setembro, quando os empresários fazem seus estoques considerando dados, expectativas e projeções para as vendas do fim do ano.
Segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), a estimativa é que as vendas cresçam 5,5% no Estado em comparação ao ano passado. "É um dado positivo", informa o presidente da entidade, Vitor Koch. "Ainda falta bastante para que o patamar volte a ser semelhante a 2014, quando começou a crise econômica que trouxe essa recessão para o País, mas é um bom indicador com certeza." Conforme o dirigente, um dos setores que mais vende no Natal é o de vestuário. 
Os dados projetados para Porto Alegre e o Rio Grande do Sul são um pouco maiores do que o projetado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) para o País, que é um aumento de 4,8% no faturamento, descontada a inflação. Se concretizado, vai ser o melhor desempenho do comércio para a data desde 2013, quando o crescimento foi de 5%. Nacionalmente, constatou-se, no último mês, que 22,5% dos comerciantes tinham produtos encalhados, o menor resultado para outubro desde 2013.
Uma pesquisa feita em outubro pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil apontou que 77% dos brasileiros pretendem ir às compras no fim do ano, representando quase R$ 60 bilhões em compras de presentes. O otimismo do comércio com as vendas de Natal ocorre junto com a proximidade da Black Friday, a data de comércio norte-americana que promove grandes descontos na última sexta-feira de novembro (neste ano, no dia 29) e que também pode atrair parte do dinheiro dos consumidores, especialmente os saques do FGTS de até R$ 500,00.
De acordo com Koch, a Black Friday já se caracteriza por ser uma data muito forte para o varejo brasileiro. "É um momento em que os lojistas podem oferecer descontos atrativos e impulsionar suas vendas, já aquecendo seus negócios para o fim de ano", diz. O presidente da FCDL-RS também ressalta que lojas físicas estão ampliando o período, chegando a fazer uma semana de ofertas antecedendo a data. A estimativa da entidade é que a Black Friday movimente em torno de R$ 214 milhões em vendas on-line apenas no Estado, um total de 7% dos R$ 3,07 bilhões esperados para o País. Incluindo lojas físicas, a FCDL-RS estima que o valor movimentado no Rio Grande do Sul pode chegar a até R$ 650 milhões.
Kruse, do Sindilojas, ressalta que a Black Friday não deve prejudicar as vendas de Natal. "Ano a ano, ela vem crescendo. Independentemente dos números da inflação, ela ainda não atingiu, no Brasil, o seu ápice", afirma. "Mas não vai fazer diferença no Natal, porque as promoções são grandes, e as pessoas se preparam para produtos de maior volume, como eletroeletrônicos, mas não vende tanto coisas como confecções e consumo menor", conclui.
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