Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 08 de novembro de 2019.
Dia Mundial do Urbanismo.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Petróleo

Edição impressa de 08/11/2019. Alterada em 08/11 às 03h00min

Preferência da Petrobras no pré-sal pode cair

Albuquerque diz que manutenção do regime atual não é 'bom senso'

Albuquerque diz que manutenção do regime atual não é 'bom senso'


/TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL/JC
Após os leilões de petróleo desta semana atraírem menos interessados que o previsto, o governo defenderá a flexibilização do regime de exploração do pré-sal, permitindo que blocos nestas áreas possam ser leiloados no modelo de concessão. Neste último, a empresa se torna dona do petróleo, mas assume o risco da atividade. No regime de partilha, usado no Brasil apenas para a região do pré-sal, a União é a dona do petróleo e a empresa divide com ela o lucro da exploração.
Após os leilões de petróleo desta semana atraírem menos interessados que o previsto, o governo defenderá a flexibilização do regime de exploração do pré-sal, permitindo que blocos nestas áreas possam ser leiloados no modelo de concessão. Neste último, a empresa se torna dona do petróleo, mas assume o risco da atividade. No regime de partilha, usado no Brasil apenas para a região do pré-sal, a União é a dona do petróleo e a empresa divide com ela o lucro da exploração.
Além da flexibilização do modelo, a Petrobras perderia o direito de exercer a preferência por blocos a cada leilão no pré-sal. Atualmente, a estatal diz ao governo, antes de cada licitação do pré-sal, se pretende impor a sua participação mínima de 30% como sócia do consórcio vencedor.
Essa preferência, agora, pode cair, diante da avaliação de que a norma distorce a competição pelos campos. No leilão desta quinta-feira, em que foram ofertadas cinco áreas no pré-sal, apenas uma foi arrematada. Aram, na Bacia de Santos, foi levada pelo consórcio entre a Petrobras e a chinesa CNODC. As duas empresas pagarão R$ 5 bilhões pelo bloco. Não houve propostas pelas demais áreas. E a Petrobras, que havia declarado preferência por três blocos, desistiu de duas áreas.
"O exercício do direito de preferência reduz a competitividade do certame. Quando a Petrobras exerce seu direito de preferência, e ela tem esse direito por lei, isso reduz a competitividade. E o fato de a Petrobras defender o direito de preferência e não participar tem que ser analisado. Não me parece ser de bom senso manter o regime como é hoje", disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Na quarta-feira, o governo realizou outro leilão de áreas localizadas no pré-sal que correspondem ao excedente da chamada cessão onerosa. As estrangeiras também não fizeram lances. Apenas duas chinesas formaram consórcio com a Petrobras e, juntas, levaram a principal área do leilão. Para flexibilizar o modelo de exploração do pré-sal e acabar com o direito de preferência, o governo decidiu apoiar o projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que altera a lei do pré-sal e acaba com a prioridade da Petrobras na seleção dos blocos.
O texto estabelece que o regime de concessão poderia ser usado também na contratação de áreas dentro do polígono do pré-sal - região definida em lei que engloba campos de exploração de petróleo entre as bacias de Santos e Campos -, e prevê que o governo decida em que blocos aplicar o regime de concessão ou de partilha. "A gente se manifestou favorável ao fim do direito de preferência da Petrobras e para que não exista a essa limitação (da partilha). A gente tem avaliação que existem áreas que não são nem pré-sal dentro do polígno. A proposta que a gente apoia é que, mesmo dentro do polígono, e se houver avaliação econômica, (o leilão) também possa ser feito no regime de concessão", disse a secretária de Petróleo do Ministério de Minas e Energia, Renata Isfer.
A mudança, se concretizada, seria a segunda a ser feita no modelo de partilha. A primeira, feita em 2016, determinou o fim da participação obrigatória da Petrobras na exploração no pré-sal.
Tudo o que foi licitado no polígono do pré-sal, além de áreas consideradas estratégicas, precisa ser ofertado pelo regime de partilha. O governo avalia, porém, que existem campos com produtividade menor que o padrão para esse regime.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia