Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 08 de novembro de 2019.
Dia Mundial do Urbanismo.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Trabalho

Edição impressa de 07/11/2019. Alterada em 08/11 às 17h14min

Trabalhadores da Gerdau aprovam layoff em Charqueadas

Layoff deve atingir um terço dos cerca de 700 funcionários da Aços Finos Piratini, diz sindicato

Layoff deve atingir um terço dos cerca de 700 funcionários da Aços Finos Piratini, diz sindicato


FREDY VIEIRA/JC
Patrícia Comunello
Atualiza às 17h de 08/11/2019
Atualiza às 17h de 08/11/2019
Os trabalhadores da usina da Gerdau em Charqueadas aceitaram a suspensão temporária dos contratos de trabalho, chamado de layoff, por cinco meses. A medida deve atingir cerca de cem dos 700 funcionários da planta da Aços Finos Piratini, projeta o Sindicato dos Metalúrgicos do município. A intenção da siderúrgica, segundo o sindicato, é de implantar a medida ainda em novembro.
O aval dos trabalhadores foi dado em assembleia na noite de sexta-feira (1) passada. Cerca de 300 funcionários foram à plenária na sede da entidade sindical. Segundo o presidente do sindicato, Jorge Luiz Silveira de Carvalho, oito demissões registradas nos dias que antecederam a plenária teriam gerado um clima de apreensão na fábrica, influenciando os participantes para aceitar a suspensão. Ele diz que acordo em vigor limita demissões de rotina a 1% do quadro.
Notícias sobre economia são importantes para você?
Carvalho atentou ainda para um impasse para oficializar o acordo. Na assembleia, os trabalhadores aprovaram a inclusão da estabilidade no emprego a quem ficar na operação, enquanto estiver em vigor a suspensão temporária. O sindicalista diz que essa condição teria sido aceita pela empresa. Só que o texto do acordo, enviado pela Gerdau ao sindicato, não teria contemplado o item.
O sindicalista diz que a medida foi inserida, pois em layoff anterior teriam sido efetivadas demissões após o fim do período. "Após os cinco meses, tudo pode acontecer", previne o presidente do sindicato.
O acordo foi assinado nessa quinta-feira (7), com a garantia de estabilidade por cinco meses do quadro. Com isso, enquanto estiver em vigor o layoff, a siderúrgica se comprometeu a não demitir. 
Para colocar em prática a suspensão, a companhia tem de enviar a lista dos funcionários atingidos ao sindicato com 15 dias de antecedência à entrada em vigor do período de layoff. Enquanto fica fora da operação, o funcionário não recebe 13º salário e férias e não tem o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A Gerdau apresentou a proposta de layoff em meados do mês passado. Em nota, o grupo alegou que o programa "busca preservar os empregos existentes". Segundo a companhia, a decisão se deveu a planos da indústria automotiva no Brasil, principal consumidor de aços especiais, de conceder férias coletivas e buscar a redução de seus estoques, principalmente em razão da crise econômica argentina. O atendimento aos clientes "se manterá inalterado”, disse na nota.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia