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Edição impressa de 04/11/2019. Alterada em 03/11 às 21h52min

Plano quer mapear Economia do Mar no Estado

Meta vai além de um diagnóstico e inclui desafios às áreas envolvidas

Meta vai além de um diagnóstico e inclui desafios às áreas envolvidas


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

Estudar e observar as oportunidades abertas pela chamada Economia do Mar, que abrange segmentos como o da construção naval, de atividades portuárias, de transporte aquaviário, de lazer e turismo náutico, de pesca, entre outros, é uma das prioridades do Arranjo Produtivo Local (APL) Marítimo do Estado. Para cumprir esse objetivo, um dos projetos traçados é a elaboração do Plano de Desenvolvimento da Economia do Mar do Rio Grande do Sul.

O presidente do APL Marítimo, Arthur Baptista, comenta que a ideia é fazer o mapeamento desse setor no Estado. O dirigente destaca que esse tipo de iniciativa está avançada na Europa, principalmente em Portugal e nos países nórdicos. Somente a Noruega, cita Baptista, tem aproximadamente 75% do Produto Interno Bruto (PIB) representado pela Economia do Mar. O APL Marítimo surgiu da ampliação da temática do antigo APL do Polo Naval e de Energia. É uma associação civil, sem fins lucrativos, que conta com empresas, agentes públicos, prefeituras, sindicatos e universidades como associados.

Para ir adiante com o Plano de Desenvolvimento da Economia do Mar, o grupo buscou a parceira do governo do Estado e do BRDE. Com o banco, o APL Marítimo firmou um acordo de cooperação para receber assessoria técnica e realizar um termo de referência que viabilizará a elaboração do plano. Baptista ressalta que o BRDE tem muita experiência quanto ao desenvolvimento de planejamentos sobre políticas públicas.

O dirigente enfatiza que a meta não é concretizar apenas um diagnóstico do setor, mas também elencar desafios prioritários para os segmentos que serão mapeados, como implantação de parques eólicos no mar, operação portuária mais eficiente e digital etc. O termo de referência, que detalhará os objetivos do plano, deverá ser concluído no primeiro trimestre do próximo ano, e, tudo transcorrendo satisfatoriamente, o planejamento poderá ser finalizado até meados de 2021.

Baptista participou, em outubro, do 1º Workshop em Embarcações Autônomas e Portos Inteligentes do Brasil, organizado pelo Centro de Ciências Computacionais (C3) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). O presidente do APL Marítimo afirma que o conceito da Indústria 4.0, de maior automação, também está entrando nas atividades marítimas. O dirigente salienta que, no encontro, foi relatado o caso da empresa Yara, que possui um navio elétrico, sem tripulação, fazendo cabotagem na Noruega. No Estado, uma das iniciativas mencionadas foi a do terminal de contêineres (Tecon) de Rio Grande, que pretende elevar a automatização das atividades, diminuindo o trabalho manual na descarga de contêineres.

Jefferson Klein
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O presidente do APL Marítimo, Arthur Baptista, comenta que a ideia é fazer o mapeamento desse setor no Estado. O dirigente destaca que esse tipo de iniciativa está avançada na Europa, principalmente em Portugal e nos países nórdicos. Somente a Noruega, cita Baptista, tem aproximadamente 75% do Produto Interno Bruto (PIB) representado pela Economia do Mar. O APL Marítimo surgiu da ampliação da temática do antigo APL do Polo Naval e de Energia. É uma associação civil, sem fins lucrativos, que conta com empresas, agentes públicos, prefeituras, sindicatos e universidades como associados.

Para ir adiante com o Plano de Desenvolvimento da Economia do Mar, o grupo buscou a parceira do governo do Estado e do BRDE. Com o banco, o APL Marítimo firmou um acordo de cooperação para receber assessoria técnica e realizar um termo de referência que viabilizará a elaboração do plano. Baptista ressalta que o BRDE tem muita experiência quanto ao desenvolvimento de planejamentos sobre políticas públicas.

O dirigente enfatiza que a meta não é concretizar apenas um diagnóstico do setor, mas também elencar desafios prioritários para os segmentos que serão mapeados, como implantação de parques eólicos no mar, operação portuária mais eficiente e digital etc. O termo de referência, que detalhará os objetivos do plano, deverá ser concluído no primeiro trimestre do próximo ano, e, tudo transcorrendo satisfatoriamente, o planejamento poderá ser finalizado até meados de 2021.

Baptista participou, em outubro, do 1º Workshop em Embarcações Autônomas e Portos Inteligentes do Brasil, organizado pelo Centro de Ciências Computacionais (C3) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). O presidente do APL Marítimo afirma que o conceito da Indústria 4.0, de maior automação, também está entrando nas atividades marítimas. O dirigente salienta que, no encontro, foi relatado o caso da empresa Yara, que possui um navio elétrico, sem tripulação, fazendo cabotagem na Noruega. No Estado, uma das iniciativas mencionadas foi a do terminal de contêineres (Tecon) de Rio Grande, que pretende elevar a automatização das atividades, diminuindo o trabalho manual na descarga de contêineres.

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