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Emprego

- Publicada em 23h25min, 31/10/2019. Atualizada em 23h25min, 31/10/2019.

Taxa de desemprego fica estável em 11,8%

A taxa de desemprego no Brasil ficou estável no país, segundo dados da pesquisa Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. A taxa no trimestre encerrado em setembro ficou em 11,8%, atingindo 12,5 milhões de pessoas. O índice é o mesmo registrado nos três meses anteriores terminados em agosto e em julho. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o número de pessoas que estavam sem emprego era maior, de 12%.
A taxa de desemprego no Brasil ficou estável no país, segundo dados da pesquisa Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. A taxa no trimestre encerrado em setembro ficou em 11,8%, atingindo 12,5 milhões de pessoas. O índice é o mesmo registrado nos três meses anteriores terminados em agosto e em julho. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o número de pessoas que estavam sem emprego era maior, de 12%.
A taxa de desocupação é praticamente a mesma da registrada para o mesmo período de 2018. Naquele ano, a taxa havia ficado em 11,9%, e o grupo de desempregados era praticamente o mesmo do atual (12,7 milhões de pessoas). Houve, no entanto, aumento de 1,5 milhão de pessoas ocupadas no período, assim como da força de trabalho, gerando estabilidade no movimento.
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Os dados mostram que o resultado do desemprego foi influenciado pelo aumento do trabalho informal ou por conta própria. São 38,8 milhões nessa situação entre os mais de 98,8 milhões de pessoas empregadas. Segundo o IBGE, 41,4% da população ocupada é informal.
De acordo com o instituto, 11,8 milhões de pessoas estão sem carteira de trabalho assinada no setor privado, um crescimento de 2,9% (338 mil pessoas) com relação ao trimestre encerrado em junho, enquanto os trabalhadores por conta própria atingiram 24,4 milhões de pessoas, alta de 1,2% (293 mil pessoas). Ambas as marcas são novos recordes na série histórica, segundo o IBGE.
O número de trabalhadores com carteira assinada se manteve em 33,1 milhões, estável em relação ao período passado. O resultado fez com que rendimento médio do trabalhador ficasse estável no período, em R$ 2.298,00, assim como a massa de rendimento.
"Você está começando a ter uma reposição quantitativa de ocupados. No entanto, em termos de forma de inserção do mercado, de fato, está longe de ter vagas com criação com carteira, aumento da contribuição previdenciária e outros aumentos que isso pode ter para o mercado", afirma Adriana Beringuy, analista do IBGE.
O número de informais considera empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria e empregadores sem CNPJ, e trabalhadores familiares auxiliares. "Temos mais pessoas trabalhando neste trimestre, mas a questão é a qualidade dessa forma de inserção informal", disse Adriana.
Os aumentos também são vistos na comparação com o mesmo período de 2018. A alta foi de 3,4% (384 mil) entre os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada e 4,3% (1 milhão) com os que estão por conta própria. No trimestre encerrado em setembro, 38,8 milhões dos trabalhadores são informais, ou 41,4% do total.
Por conta da informalidade, a população ocupada registrou um recorde na série histórica que teve início em 2012: 93,8 milhões de pessoas. Desse total, 33,1 milhões têm carteira assinada, apresentando estabilidade, segundo o IBGE.
O aumento na população ocupada foi de 459 mil pessoas (0,5%) na comparação com o trimestre encerrado em junho, e 1,5 milhão de pessoas (1,6%) na análise com o mesmo período de 2018. A categoria construção foi a que mais cresceu: 254 mil pessoas (3,8%) com relação ao trimestre encerrado em junho. Mas também por conta da informalidade. "São obras e reformas em pequenos prédios, com profissionais que trabalham por conta própria", disse a analista Adriana Beringuy.
Já na comparação com igual período do ano passado, a categoria transporte, armazenagem e correio registrou aumento de 279 mil pessoas (6,1%). Outro ramo com alta foi informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com mais 404 mil pessoas (4%).
Já o número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas caiu 311 mil pessoas (-4,2%) na comparação com o trimestre móvel anterior, atingindo 7 milhões de brasileiros.

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Números em Destaque
93,8 milhões
foi o total de brasileiros empregados no trimestre encerrado em setembro​
38,8 milhões
foi o número de trabalhadores na informalidade no período
12,5 milhões
de pessoas ainda estão desempregadas no Brasil
Fonte: IBGE
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