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Porto Alegre, sexta-feira, 01 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Edição impressa de 01/11/2019. Alterada em 31/10 às 22h59min

Data de Finados movimenta vários setores da economia

Cemitérios do Grupo Cortel, como o Cristo Rei, em São Leopoldo, devem ser visitados por 50 mil pessoas

Cemitérios do Grupo Cortel, como o Cristo Rei, em São Leopoldo, devem ser visitados por 50 mil pessoas


/GRUPO CORTEL/DIVULGAÇÃO/JC
Carlos Villela
Data que evoca tanto a dor do luto quanto as boas lembranças da saudade, o dia de Finados é também o momento mais importante para o setor funerário, que se prepara o ano inteiro e busca qualificar atendimentos e eventos para os visitantes de cemitérios.
Data que evoca tanto a dor do luto quanto as boas lembranças da saudade, o dia de Finados é também o momento mais importante para o setor funerário, que se prepara o ano inteiro e busca qualificar atendimentos e eventos para os visitantes de cemitérios.
"No mundo, todos os produtos passarão a ser serviços, e plano funerário é um pouco disso", afirma Alexandre Fensterseifer, diretor de mercado do grupo Cortel, que administra cemitérios como o São José, em Porto Alegre, Cristo Rei, em São Leopoldo, o Saint Hilaire, em Viamão, além do Crematório Metropolitano da Capital. A expectativa é que mais de 50 mil pessoas visitem os cemitérios do grupo apenas no Rio Grande do Sul.
Atendendo em quatro estados, o Cortel tem aproximadamente 500 funcionários, e, deste número, 120 estão na área de vendas de planos. "Temos equipes de vendas alocadas em cada um dos nossos empreendimentos, em torno de 10 a 20 pessoas por equipe", explica. De acordo com Fensterseifer, o grupo "deu um salto de qualidade na alocação de tecnologia e recursos humanos, acompanhando tendências de mercado", diz.
Em parceria com o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), o grupo vai promover no dia 2 de novembro o Conexão Cortel, evento focado em reflexão e autoconhecimento. "O objetivo é ajudar as pessoas a refletirem sobre a efemeridade da vida, sobre o que é realmente importante enquanto vivos e com as pessoas que gostamos próximas da gente, e poder trazer esse momento de reflexão e autoconhecimento", afirma Fensterseifer. Dentre outras programações, o Cortel fez uma parceria com o governo do Estado, através do Banco de Alimentos, pedindo a entrega de alimentos não-perecíveis para doação. Quando fechadas as doações, o grupo pretende dobrar o número arrecadado.
Referência no setor em Porto Alegre, o cemitério Jardim da Paz pretende cativar o público visitante com ações como aferição de pressão e uma bênção da saúde realizada por freis franciscanos, além do tradicional lançamento de pétalas de rosas, que ocorre pelo 19º  ano seguido. Também vai sediar as atividades da ONG Tesoura Solidária, que das 9h às 17h vai arrecadar mechas de cabelo para produção de perucas destinadas a crianças com câncer.
Segundo Gerci Perrone Fernandes, administrador do cemitério-parque, a empresa vai disponibilizar oito pontos de atendimento para ajudar o público desde a localização dos jazigos até auxílio na escolha de planos funerários. A expectativa é que as vendas sejam positivas. Fernandes destaca também o aumento em contratações de cemitérios, e os investimentos em melhorias e em eventos para a data. "É o dia de mais movimento em cemitérios, e impulsiona muito não só o trabalho direto como o indireto, como venda de flores e arranjos, e gera renda também para a economia não regulamentada", explica ele, referindo-se aos ambulantes e diversos outros setores da economia.
Já de acordo com Valdecir Ferrari, presidente da Associação Riograndense de Floricultura, a data de Finados é a quarta mais importante do ano para o setor, atrás do Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia da Mulher, respectivamente. Ele afirma que o dia 2 de novembro já esteve em segundo lugar, mas caiu porque as outras datas foram melhor trabalhadas pelo comércio. "O setor de floricultura trabalha muito melhor as datas para os vivos", diz.
Fora isso, ele explica que é uma data que movimenta bastante volume, mas isso não representa necessariamente mais dinheiro. "Um caminhão de flores vindo de São Paulo desce para cá com uns R$ 120 mil em mercadoria. Nos Finados, desce um caminhão maior, mas com R$ 20 mil, R$ 30 mil", compara.
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