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Porto Alegre, sexta-feira, 01 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Edição impressa de 01/11/2019. Alterada em 31/10 às 23h24min

Grupo CEEE mantém interesse em parque eólico de Rio Grande

Soligo cita novos levantamentos de engenharia e do projeto executivo do complexo

Soligo cita novos levantamentos de engenharia e do projeto executivo do complexo


MARIANA CARLESSO/JC
Jefferson Klein
O projeto do parque eólico Povo Novo no município de Rio Grande, que está paralisado desde 2016, ainda não saiu dos planos do Grupo CEEE. O diretor-presidente da empresa, Marco Da Camino Ancona Lopez Soligo, afirma que é do interesse da companhia retomar essa obra. Caso não seja possível fazê-lo como estatal, a ideia é deixar bem encaminhado o empreendimento para quem adquirir a área de geração da CEEE - que se encontra em processo de privatização - finalizar a estrutura.
O projeto do parque eólico Povo Novo no município de Rio Grande, que está paralisado desde 2016, ainda não saiu dos planos do Grupo CEEE. O diretor-presidente da empresa, Marco Da Camino Ancona Lopez Soligo, afirma que é do interesse da companhia retomar essa obra. Caso não seja possível fazê-lo como estatal, a ideia é deixar bem encaminhado o empreendimento para quem adquirir a área de geração da CEEE - que se encontra em processo de privatização - finalizar a estrutura.
"Se não der tempo de fazer como empresa pública, vamos fazer os estudos e trabalhos necessários para quem compre possa, um mês depois, começar as obras", ressalta o dirigente. Entre as ações a serem realizadas, Soligo cita novos levantamentos de engenharia e do projeto executivo do complexo. O processo de venda do parque eólico estava aberto até o final de julho deste ano, porém nenhum comprador apareceu. "Minha posição é que foi ótimo não ter vendido, esse empreendimento não é um ônus, é um bônus", avalia o executivo. Conforme o dirigente, quem ficar com o segmento de geração da CEEE vai ter uma obra que já conta com um investimento inicial feito (cerca de R$ 160 milhões), sendo possível terminá-la com uma taxa de retorno alta.
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Devido ao atraso da conclusão do parque, o diretor-presidente admite que existe o risco da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinar a caducidade da concessão da usina. No entanto, ele comenta que a estatal já solicitou que o direito sobre o empreendimento seja preservado e espera que o órgão regulador acate o pedido.
O dirigente destaca que a transferência do controle da CEEE para a iniciativa privada reduz o risco da caducidade, pois se supõe que o comprador da estatal concluirá a usina. Soligo recorda que a obra foi paralisada quando a WEG, por atraso nos pagamentos, removeu os aerogeradores do canteiro de obra. A CEEE, devido à falta de recursos e ao insucesso em conseguir um financiamento, atrasou os pagamentos para a empresa fornecedora dos aparelhos.
"Temos relacionado a esse complexo um contencioso com a WEG, que retirou os equipamentos, sendo que R$ 71 milhões foram pagos para essa empresa", revela o diretor-presidente da estatal gaúcha. Além de repassar o parque para a iniciativa privada, o Grupo CEEE mantém conversas com a WEG para buscar um acordo que viabilize a retomada da obra e terminar, pelo menos, 14 aerogeradores, que estão com as bases feitas.
Inicialmente, a previsão era que fossem instalados 52 cata-ventos com capacidade para 52,5 MW (1,5% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). Se forem implantados 14 aerogeradores, a potência instalada ficaria por volta de 30 MW. O leilão do governo federal para arrematar o direito de construir o parque foi vencido pelo Grupo CEEE em 2013, e a obra começou em janeiro de 2015. Aproximadamente 34% do empreendimento já foi realizado.
O complexo eólico de Rio Grande é formado pelo conjunto das centrais geradoras Povo Novo, Fazenda Vera Cruz e Curupira, ou seja, possui três CNPJs. Duas dessas pessoas jurídicas estão com as promessas de suas gerações de energia ainda contratadas e uma com a produção descontratada. Soligo argumenta que a unidade que está com a energia sem contrato poderá, sendo materializada, vender a sua geração futura no mercado livre (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem comprar a eletricidade).
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